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29/Jul/2026

Mineração: investimentos previstos de U$$ 76,9 bi

Os investimentos previstos para o setor mineral brasileiro no período de 2026 a 2030 somam US$ 76,9 bilhões, crescimento de 12,5% em relação à estimativa para o ciclo 2025-2029, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram). O aumento reflete a expansão dos projetos voltados à produção de minerais estratégicos para a transição energética, além de aportes em logística e iniciativas socioambientais. Do montante total previsto, US$ 21,3 bilhões deverão ser destinados à produção de minerais críticos, incluindo grafita, vanádio, nióbio, cobre, níquel, terras raras, bauxita, lítio, titânio e zinco, reforçando a importância crescente desses insumos para as cadeias globais de energia, mobilidade elétrica e tecnologia.

Entre os segmentos que apresentaram maior expansão nas projeções de investimentos destacam-se o níquel, com aumento de 24,2%; fertilizantes, com alta de 23,3%; terras raras, com crescimento de 20,4%; e ouro, com avanço de 14,7%. As estimativas de investimentos em ações socioambientais cresceram 29,7% em comparação com o levantamento anterior. Apesar da ampliação dos projetos ligados aos minerais críticos, o minério de ferro continua concentrando a maior parcela dos investimentos previstos, respondendo por 25,8% do total. Na sequência aparecem os investimentos socioambientais, com participação de 19%, logística, com 14,7%, e cobre, com 11,2%. O setor mineral brasileiro registrou faturamento de R$ 150,7 bilhões no primeiro semestre de 2026, resultado 8,2% superior ao observado no mesmo período de 2025. O minério de ferro respondeu por 47,2% desse total, com receita de R$ 71,2 bilhões, apesar da retração anual de 3,1% no segmento. Minas Gerais liderou o faturamento do setor, com participação de 38,2%, seguido pelo Pará, com 34,6%, e pela Bahia, com 5%.

O desempenho positivo do setor foi impulsionado principalmente pela valorização de outras commodities minerais. O faturamento do ouro alcançou R$ 25,3 bilhões no primeiro semestre, crescimento de 44% em relação ao mesmo período do ano anterior, passando a representar 16,8% da receita do setor mineral. O cobre também apresentou forte expansão, com faturamento de R$ 20,6 bilhões, alta de 41% na comparação anual. O cenário reforça a tendência de diversificação dos investimentos da mineração brasileira, impulsionada pela demanda por minerais críticos e estratégicos para a transição energética, ao mesmo tempo em que o minério de ferro permanece como principal segmento em volume de investimentos e geração de receitas. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.