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30/Jul/2026

Insumos: resultado da Basf no 2º trimestre/2026

A gigante química alemã Basf registrou lucro líquido de € 4,14 bilhões (US$ 4,47 bilhões) no segundo trimestre de 2026, um salto expressivo impulsionado pela venda de sua divisão de tintas e revestimentos (Coatings) e pelo aumento nos preços de venda. As vendas da companhia no período somaram € 17,21 bilhões (US$ 18,59 bilhões), registrando crescimento na comparação anual impulsionado por maiores volumes e preços mais altos.

O Ebitda antes de itens especiais totalizou € 2,45 bilhões (US$ 2,65 bilhões) no trimestre, enquanto o Ebitda consolidado ficou em € 1,96 bilhão (US$ 2,12 bilhões) e o Ebit somou € 937 milhões (US$ 1,01 bilhão). O fluxo de caixa livre registrou um saldo negativo de € 189 milhões (US$ 204,12 milhões) no período. De acordo com a empresa, os preços subiram nos segmentos de Químicos, Tecnologias de Superfície, Materiais e Soluções Industriais, enquanto registraram queda nas divisões de Soluções para Agricultura (Agri Solutions) e Nutrição & Cuidados.

Diante dos resultados, a Basf reafirmou suas projeções para o acumulado de 2026, prevendo um Ebitda antes de itens especiais entre € 6,9 bilhões (US$ 7,45 bilhões) e € 7,7 bilhões (US$ 8,32 bilhões) e um fluxo de caixa livre entre € 1,5 bilhão (US$ 1,62 bilhão) e € 2,3 bilhões (US$ 2,48 bilhões). A companhia anunciou ainda um novo programa de recompra de ações de até € 1 bilhão (US$ 1,08 bilhão), com execução prevista entre agosto de 2026 e abril de 2027, além de planos para quitar títulos e empréstimos no valor nominal de € 1,6 bilhão (US$ 1,73 bilhão) no terceiro trimestre, visando reduzir significativamente sua dívida líquida.

Em teleconferência com analistas, executivos da Basf destacaram que o conflito no Oriente Médio elevou de maneira significativa os preços na Grande China, mas ressaltaram que a empresa manteve a oferta regular de seus produtos. Sobre os desafios estruturais na Alemanha, a direção da companhia apontou que a rentabilidade da sede em Ludwigshafen ainda não é suficiente para sustentar o grupo, citando altos custos de reestruturação e preocupações com os níveis de água do Rio Reno. Entre janeiro de 2024 e julho de 2026, a empresa reduziu em cerca de 7 mil o número de funcionários globalmente. Fonte: Broadcast Agro.