03/Aug/2026
O Consórcio do Nordeste, o Banco do Brasil e o Instituto Clima e Sociedade (iCS) lançaram a Carta-Compromisso do Fórum Powershoring para a Região Nordeste, iniciativa que tem como meta atrair R$ 77 bilhões em investimentos entre 2026 e 2030. A estratégia busca transformar a liderança da região na geração de energia renovável em um vetor para a industrialização de baixo carbono, ampliando a competitividade, acelerando a transição energética e estimulando a geração de empregos. O Fórum Powershoring foi criado para articular governos, setor privado, instituições financeiras e organizações da sociedade civil na atração e viabilização de cadeias produtivas relacionadas à descarbonização. Atualmente, o Nordeste concentra 91% da capacidade instalada de geração eólica do Brasil e 42% da capacidade instalada de energia solar, condição considerada estratégica para atrair projetos industriais de elevado consumo energético.
Segundo estudo contratado pelo Consórcio do Nordeste, setores industriais intensivos em energia e sensíveis à localização podem movimentar entre US$ 600 bilhões e US$ 800 bilhões por ano em investimentos no mercado global. Caso o potencial regional seja plenamente aproveitado, a estratégia poderá acrescentar R$ 58 bilhões anuais ao Produto Interno Bruto (PIB) do Nordeste, gerar aproximadamente 350 mil empregos diretos, indiretos e induzidos, elevar as exportações em R$ 39 bilhões por ano e ampliar a arrecadação pública em R$ 17 bilhões anuais. A Carta-Compromisso estabelece três objetivos centrais para a iniciativa: impulsionar um novo ciclo de desenvolvimento econômico e industrial de baixo carbono no Nordeste, acelerar a descarbonização de cadeias produtivas intensivas em energia a partir da região e promover uma transição energética considerada justa, com expansão dos empregos verdes e distribuição mais ampla dos benefícios econômicos dos investimentos.
A disponibilidade de energia renovável representa uma vantagem competitiva para ampliar a inserção do Brasil nas cadeias globais da economia de baixo carbono. Nesse contexto, destaca-se a necessidade de fortalecer a articulação entre os setores público e privado e de desenvolver instrumentos financeiros capazes de ampliar a atração e a aplicação de capital nacional e internacional em projetos industriais sustentáveis. A estratégia de powershoring prevê a instalação ou transferência de atividades industriais para regiões que oferecem energia renovável abundante, custos competitivos e menor intensidade de emissões de carbono. No caso da Região Nordeste, a combinação entre elevada disponibilidade de energia eólica e solar e a expansão da infraestrutura energética é apontada como um dos principais fatores para atrair investimentos voltados à descarbonização da indústria e ao desenvolvimento econômico regional. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.