04/Aug/2026
A CNH Industrial, fabricante de máquinas agrícolas e de construção das marcas Case IH e New Holland, registrou lucro líquido de US$ 141 milhões, ou US$ 0,11 por ação, no segundo trimestre de 2026. O resultado representa uma queda de 35% em relação aos US$ 217 milhões, ou US$ 0,17 por ação, obtidos em igual período de 2025. Em termos ajustados, o lucro por ação foi de US$ 0,13, superando a expectativa dos analistas que previam US$ 0,10 por ação. A receita consolidada subiu 2% na comparação anual, somando US$ 4,803 bilhões entre abril e junho, também acima da estimativa de mercado de US$ 4,77 bilhões. Diante do desempenho do trimestre, a companhia elevou e estreitou suas projeções financeiras para todo o ano de 2026 para o topo das faixas divulgadas anteriormente.
A CNH agora projeta um lucro por ação ajustado entre US$ 0,41 e US$ 0,46 no acumulado do ano (frente à estimativa anterior de US$ 0,35 a US$ 0,45). Para o segmento agrícola, a expectativa é de vendas líquidas praticamente estáveis ante 2025 e margem Ebit ajustada entre 5,0% e 5,5%. Já para o setor de construção, a projeção de crescimento das vendas varia entre 5% e 10%. No detalhamento por segmentos no segundo trimestre, as vendas líquidas da divisão de Agricultura ficaram praticamente estáveis em US$ 3,277 bilhões (+1% a.a.), beneficiadas por preços favoráveis que compensaram menores volumes na América do Sul. No mercado sul-americano, a demanda da indústria por colheitadeiras caiu 29% e a de tratores recuou 8% no trimestre.
Na América do Norte, as vendas do setor recuaram 17% para tratores acima de 140 HP e 16% para tratores abaixo de 140 HP. O Ebit ajustado do segmento agrícola atingiu US$ 170 milhões, com margem de 5,2% (contra 8,1% um ano antes). No segmento de Construção, as vendas subiram 12%, para US$ 866 milhões. O CEO da CNH, Gerrit Marx, destacou em comunicado que os resultados refletem uma execução disciplinada da empresa para este trimestre. "Apesar das condições da indústria, entregamos crescimento de receita ano a ano e progresso contínuo em nossas prioridades estratégicas", disse Marx. O executivo observou, ainda, sinais construtivos para o próximo ciclo, como a normalização dos estoques dos concessionários, o envelhecimento da frota e a precificação mais equilibrada entre equipamentos novos e usados. Fonte: Broadcast Agro.