05/Aug/2026
Segundo estudo da Amcham Brasil, a expansão dos investimentos na cadeia de minerais críticos e terras raras pode adicionar R$ 192,1 bilhões ao Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e gerar 750 mil novos empregos até 2050. O levantamento avalia dois cenários para o desenvolvimento do setor no País. No primeiro, com predominância de capital doméstico e foco das atividades na exportação de minerais com baixa agregação de valor nacional, o impacto acumulado seria de R$ 128,7 bilhões no PIB e geração de 304 mil empregos. No segundo cenário, que considera maior participação de investimentos estrangeiros, ampliação do processamento no Brasil e maior utilização dos minerais pela indústria nacional, os investimentos adicionais alcançariam R$ 120,9 bilhões, com impacto acumulado de R$ 192,1 bilhões no PIB e criação estimada de 750 mil empregos.
A diferença entre os cenários indica potencial adicional de R$ 63,4 bilhões no PIB, R$ 32,3 bilhões no consumo das famílias, R$ 16,1 bilhões em investimentos e 446 mil empregos, além dos efeitos decorrentes da expansão da atividade mineral. Os maiores impactos sobre o PIB estadual ocorreriam em regiões com forte presença mineral, com destaque para Pará, com aumento estimado de 16,0%, Bahia, com 10,3%, Goiás, com 10,0%, Piauí, com 4,0%, e Minas Gerais, com 3,8%. A ampliação do processamento doméstico também distribuiria os efeitos econômicos para Estados com maior concentração industrial. Na comparação com o cenário de menor agregação de valor, os maiores ganhos adicionais seriam observados em Santa Catarina, Minas Gerais, São Paulo e Paraná. Na avaliação setorial, a indústria de transformação teria crescimento acumulado de 1,8% no cenário de maior integração da cadeia produtiva.
A construção civil avançaria 4,5% e a indústria extrativa, 4,2%. Entre os segmentos industriais, os maiores impactos seriam registrados em máquinas e equipamentos elétricos, com expansão de 16,7%, máquinas para extração mineral, com 9,8%, automóveis, com 5,5%, e máquinas e equipamentos mecânicos, com 2,9%. O estudo foi elaborado por pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), com apoio da U.S. Chamber of Commerce e de empresas do setor. A análise considera projeções nacionais e internacionais sobre demanda por minerais críticos e elementos de terras raras, além de uma carteira de projetos de investimentos previstos. Foram avaliados minerais como cobalto, cobre, grafita, lítio, níquel e elementos de terras raras, considerados estratégicos para cadeias tecnológicas envolvendo baterias, veículos elétricos, turbinas eólicas e equipamentos eletrônicos. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.