05/Aug/2026
A Petrobras informou que os preços de venda da molécula de gás natural às distribuidoras terão redução média de 0,9% a partir de agosto, considerando a adesão integral ao mecanismo temporário de proteção contra volatilidade anunciado pela companhia no fim de junho. Sem a aplicação do mecanismo, que estabelece limites mínimo e máximo para a influência do petróleo Brent na formação dos preços, o reajuste médio resultaria em alta de aproximadamente 11,8% em relação ao início do trimestre anterior. Os contratos de fornecimento de gás natural da Petrobras preveem revisões trimestrais da parcela relacionada à molécula, tradicionalmente vinculada às variações do Brent e do câmbio. Desde o início de 2026, a fórmula também passou a considerar o comportamento do gás natural Henry Hub, referência internacional do mercado norte-americano.
No período utilizado para o cálculo do reajuste, a Petrobras informou que o Brent acumulou valorização de aproximadamente 23,3%, enquanto o Henry Hub apresentou queda de cerca de 15,4%. No mesmo intervalo, o câmbio registrou apreciação de 4%, reduzindo o valor em reais necessário para aquisição de dólar. A estatal destacou que o impacto efetivo para cada distribuidora dependerá da adesão ao mecanismo temporário, dos contratos firmados, dos volumes contratados e dos produtos adquiridos. A composição também considera os prêmios de Incentivo à Demanda e Performance implementados pela companhia desde 2024. A Petrobras ressaltou que o preço final pago pelos consumidores não depende apenas do valor da molécula de gás natural. Outros componentes, como transporte, estrutura de suprimento, margens das distribuidoras, custos de postos no caso do Gás Natural Veicular (GNV), tributos e tarifas reguladas pelos Estados também influenciam o preço final. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.