06/Aug/2026
O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) informou que, até o momento, não identifica necessidade de realizar dragagens emergenciais nas hidrovias da Região Norte para assegurar a navegabilidade durante o período de estiagem. O governo acompanha continuamente a evolução dos níveis dos rios em conjunto com a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), avaliando eventuais impactos sobre o transporte hidroviário e a logística regional. Os níveis dos principais rios permanecem em condições adequadas para a navegação e, até o momento, não há indicativos que justifiquem intervenções emergenciais.
O monitoramento seguirá de forma permanente para permitir a adoção de medidas caso o cenário hidrológico se deteriore ao longo dos próximos meses. Nos últimos anos, episódios de estiagem severa na Amazônia reduziram significativamente os níveis dos rios, levando o governo federal a contratar serviços emergenciais de dragagem para preservar o fluxo de cargas e garantir o abastecimento das populações da região. Apesar da avaliação atual do governo, o setor logístico permanece atento aos riscos associados ao avanço do período seco.
Entre as alternativas em discussão está a possibilidade de retomada da chamada taxa seca, mecanismo utilizado para compensar os custos operacionais adicionais do transporte hidroviário durante períodos de baixa navegabilidade. Estimativas do MoveInfra indicam que comboios de carga no rio Tapajós poderão começar a operar com restrições ainda em agosto, com possibilidade de paralisação total da navegação em trechos críticos a partir de setembro caso não sejam realizadas dragagens nos canais de navegação. O cenário ocorre em um contexto de expectativa de influência do fenômeno El Niño sobre o regime de chuvas e de ausência de avanços no processo de concessão das hidrovias da Região Norte. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.