06/Aug/2026
Segundo a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), a oferta de diesel no mercado brasileiro deverá permanecer acima da demanda em agosto, sustentada pela intensificação das importações realizadas pela Petrobras e pelos demais agentes privados. O mercado poderá encerrar o mês com superávit de aproximadamente 500 mil metros cúbicos, reforçando a segurança do abastecimento em um período de elevada demanda decorrente da safra agrícola. O mercado já apresentou excedente em julho, quando a oferta de diesel A superou o consumo doméstico antes da mistura obrigatória com biodiesel. O superávit foi estimado em cerca de 400 mil metros cúbicos, resultado atribuído principalmente ao retorno da Petrobras às importações após permanecer fora desse mercado entre abril e junho. O excedente acumulado em julho contribui para reforçar a disponibilidade de produto ao longo de agosto.
A Abicom estima oferta total próxima de 1,4 milhão de metros cúbicos de diesel em agosto, acima dos cerca de 1,2 milhão de metros cúbicos registrados em julho. Considerando os estoques remanescentes do mês anterior, a expectativa é de que o mercado encerre agosto com sobra de aproximadamente 500 mil metros cúbicos, volume que também deverá contribuir para o abastecimento durante setembro. Apesar da elevada defasagem entre os preços domésticos e as cotações internacionais, a entidade avalia que os importadores continuarão abastecendo o mercado brasileiro. No fechamento mais recente, o diesel comercializado pela Petrobras apresentava preço cerca de 54% inferior ao de referência internacional, enquanto a gasolina registrava diferença de aproximadamente 23%. Na Refinaria de Mataripe (BA), operada pela Acelen, os preços permaneciam acima do mercado externo, com o diesel cerca de 12% superior e a gasolina aproximadamente 19% acima da referência do Golfo do México.
A elevada volatilidade do mercado internacional dificulta projeções para os preços dos combustíveis. As oscilações permanecem diretamente ligadas ao comportamento das cotações do petróleo e às incertezas geopolíticas envolvendo as negociações entre Estados Unidos e Irã. Após se aproximar de US$ 90,00 por barril, o petróleo Brent encerrou o pregão mais recente ao redor de US$ 78,00 por barril diante da expectativa de avanço nas negociações diplomáticas. Nesse ambiente de elevada volatilidade, os importadores têm priorizado negociações com preços definidos no momento do desembarque da carga, reduzindo a exposição às oscilações do mercado internacional. O ambiente concorrencial impede o aumento de margens, fazendo com que eventuais reduções de custos sejam repassadas às distribuidoras e, posteriormente, ao mercado consumidor. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.