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06/Aug/2026

Gás Natural: Abegás critica rating do mercado livre

A Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás) criticou a nova metodologia de avaliação do mercado livre de gás natural adotada pela plataforma Relivre, que substituiu o sistema de ranking por uma classificação em faixas de "A" a "E". Segundo a entidade, o novo modelo integra uma agenda voltada a descredibilizar os Estados que exercem sua competência constitucional na regulação do mercado de distribuição de gás canalizado. A plataforma Relivre é desenvolvida pelo Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), pela Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace) e pela Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Petróleo e Gás (Abpip). Na primeira avaliação com a nova metodologia, Alagoas obteve a melhor classificação, com 91,29 pontos, sendo o único Estado enquadrado na faixa "A".

Sergipe aparece em seguida, com 84,66 pontos, na faixa "B". A classificação é baseada em uma escala de 0 a 100 pontos e considera quatro pilares: isonomia entre consumidores cativos e livres, comercialização, desverticalização e facilidade de migração. A plataforma prevê reavaliações trimestrais do desempenho das Unidades Federativas. Na avaliação da Abegás, os critérios adotados incentivam uma competição entre os Estados como instrumento de pressão regulatória e desconsideram que os modelos regulatórios devem refletir as características econômicas, sociais e o estágio de desenvolvimento de cada mercado estadual. A entidade sustenta que a diversidade regional reforça a autonomia e a competência dos Estados para estabelecer normas compatíveis com suas realidades locais. A associação também questiona a adoção da classificação por letras, argumentando que esse formato não representa adequadamente o estágio de abertura do mercado livre de gás natural no País.

Segundo a entidade, a evolução efetiva do segmento foi observada ao longo de 2024 e 2025, período em que o mercado livre ultrapassou 15 milhões de metros cúbicos por dia, volume equivalente a mais da metade do consumo industrial de gás natural. A Abegás destaca ainda que a migração de consumidores para o mercado livre ocorreu paralelamente ao aumento, ainda considerado insuficiente, da diversidade de oferta de gás natural, fator apontado como essencial para ampliar as alternativas de contratação pelas indústrias. O principal fator para impulsionar a expansão do mercado livre é o aumento da oferta de gás natural, por meio da elevação da produção nacional, da redução da reinjeção do combustível e, consequentemente, da ampliação da concorrência na comercialização da molécula nos pontos de entrega, favorecendo maior competitividade nos preços. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.