07/Aug/2026
Segundo dados divulgados nesta quinta-feira (06/08) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), o Brasil importou em julho 4,100 milhões de toneladas de adubos ou fertilizantes químicos (exceto fertilizantes brutos), queda de 14,4% na comparação com igual mês de 2025, quando as compras externas haviam somado 4,793 milhões de toneladas. Apesar do menor volume desembarcado, a despesa total subiu 1,6%, alcançando US$ 1,766 bilhão ante os US$ 1,738 bilhão registrados em julho do ano passado. Os dados consideram 23 dias úteis em julho de 2026 e 23 dias úteis em julho de 2025. O avanço na receita reflete a alta do insumo no mercado internacional. O preço médio do fertilizante importado em julho ficou em US$ 430,66 por tonelada, alta de 18,8% em relação aos US$ 362,61 por tonelada apurados em igual mês de 2025. Na média diária, os desembarques de fertilizantes somaram 178,271 mil toneladas por dia útil em julho, ante 208,380 mil toneladas por dia no mesmo mês do ano passado.
Em termos financeiros, a média diária de desembolsos subiu para US$ 76,775 milhões, frente aos US$ 75,561 milhões registrados em julho de 2025. Em relação a junho, mês em que o Brasil importou 3,312 milhões de toneladas com gasto de US$ 1,461 bilhão, o volume de adubos trazido do exterior cresceu 23,8% em julho, impulsionado pela intensificação das compras para o plantio da safra 2026/27. Em valor, o desembolso mensal avançou 20,9% na comparação sequencial. No acumulado dos primeiros sete meses deste ano (janeiro a julho), o Brasil importou 22,401 milhões de toneladas de adubos ou fertilizantes, queda de 7,5% na comparação com igual período de 2025, quando haviam sido compradas 24,210 milhões de toneladas. O desembolso total acumulado de janeiro a julho somou US$ 8,809 bilhões, avanço de 8,0% ante os US$ 8,157 bilhões registrados no mesmo intervalo do ano passado. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.