22/Sep/2026
O governo dos Estados Unidos negocia um acordo de grande porte para a compra de potássio de Belarus, com o objetivo de ampliar o suprimento do fertilizante no mercado norte-americano e reduzir os custos para os produtores rurais. A proposta prevê preços substancialmente inferiores aos atualmente pagos ao Canadá e ocorre em meio aos atritos comerciais entre Estados Unidos e Canadá, que ampliam a necessidade de diversificação das fontes de abastecimento. O Canadá responde por cerca de 80% do potássio consumido pela agricultura dos Estados Unidos e por quase um terço da oferta mundial da matéria-prima.
O fertilizante é utilizado para sustentar a produtividade de culturas como milho, trigo e soja. Belarus também está entre os principais produtores mundiais de potássio e teve anteriormente retiradas as sanções impostas pelos Estados Unidos relacionadas ao fertilizante. A sinalização de entrada de novo suprimento de potássio de Belarus no mercado dos Estados Unidos pressionou as ações das principais empresas do setor na Bolsa de Valores de Nova York. Os papéis da canadense Nutrien, importante fornecedora de potássio para as lavouras norte-americanas, recuaram até 4,1%, para US$ 73,97.
As ações da Mosaic caíram 2,9%, para US$ 23,77, enquanto os papéis da Intrepid Potash recuaram 2,2%, para US$ 36,70. As ações da CF Industries registraram queda de 1,5%, para US$ 125,80. A possibilidade de um acordo entre Estados Unidos e Belarus representa uma mudança potencial na composição das fontes de fornecimento de potássio para a agricultura norte-americana. A ampliação da oferta de Belarus pode reduzir a dependência dos Estados Unidos em relação ao Canadá e aumentar a concorrência entre fornecedores em um mercado no qual o Canadá possui participação dominante. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.