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09/Oct/2026

Minerais Críticos: Ibram cobra a definição de lista

O Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) defende que o governo federal priorize, até o fim deste ano, a definição de uma lista dos minerais críticos que receberão prioridade na política de atração de investimentos privados. A avaliação é de que essa definição deve avançar mesmo que outras medidas previstas para o setor não sejam implementadas ainda em 2026, diante das limitações de tempo e das prioridades associadas ao período eleitoral. A definição dos minerais críticos é considerada uma etapa necessária para direcionar investimentos de maior porte e estabelecer quais recursos minerais encontrados no Brasil terão prioridade dentro da estratégia nacional. A seleção deve considerar as necessidades de desenvolvimento econômico e industrial do País, além das demandas relacionadas à transição energética, à Defesa nacional e ao avanço de tecnologias de inteligência artificial. A lista de minerais críticos adotada por cada país está diretamente associada às estratégias governamentais para esses setores.

A definição das prioridades permite orientar políticas públicas, direcionar investimentos privados e estabelecer quais cadeias produtivas devem receber estímulos para ampliar a capacidade de produção e processamento. Para o Brasil, a definição da lista também é relevante para a atração de capital internacional e para o desenvolvimento da indústria doméstica. O País possui reservas e ocorrências de diferentes minerais com potencial de utilização em cadeias estratégicas, mas a transformação desse potencial geológico em investimentos e capacidade industrial depende da definição de quais usos e destinações serão priorizados pelo governo. A definição dos minerais críticos, portanto, constitui uma etapa inicial para estruturar uma política de longo prazo voltada à agregação de valor aos recursos minerais brasileiros. Com prioridades estabelecidas, o País poderá direcionar esforços para ampliar investimentos, desenvolver cadeias industriais associadas aos minerais estratégicos e aumentar a participação brasileira em segmentos relacionados à transição energética, à Defesa e às novas tecnologias.

A Associação de Minerais Críticos (AMC) afirmou que a mineração no Brasil não precisa de intervenção do Estado para se desenvolver. Ao mesmo tempo, pede que o governo federal trabalhe junto ao setor oferecendo "apoio, incentivo fiscal e financiamento" a projetos em fase de pesquisa, quando há grande necessidade de investimento financeiro por longo período de tempo (cerca de dez anos) até que se tenha algum retorno. O setor mineral ainda espera pela regulamentação do Marco Legal, de modo a que se defina quais serão os critérios tomados como referência pelo Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE), vinculado à Presidência da República (Casa Civil), responsável por planejar, coordenar e acompanhar a política, definir a lista de minerais críticos/estratégicos (com base em propostas do Ministério de Minas e Energia) e priorizar projetos e movimentação acionárias no setor. O pedido do setor é que, durante a regulamentação dos instrumentos que guiarão a condução do CIMCE, sejam definidos critérios que impeçam a intervenção excessiva do Executivo sobre o setor. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.