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28/Oct/2026

Diesel: Petrobras avalia reajuste no início de novembro

A Petrobras poderá reajustar os preços dos combustíveis, principalmente do diesel, no início de novembro, diante da ampliação da defasagem em relação ao mercado internacional. A avaliação do Conselho de Administração da estatal, em reunião realizada em 26 de outubro, é de que a política de preços não está sendo cumprida e que a diferença acumulada nas refinarias poderá ser recuperada apenas ao longo de 2027. A possibilidade de aumento do diesel, e eventualmente da gasolina, ganhou força dentro da companhia após a defasagem superar o valor da subvenção concedida pelo governo para compensar a alta internacional do petróleo e de seus derivados. No fechamento do mercado de petróleo em 26 de outubro, a diferença entre os preços praticados nas refinarias da Petrobras e as cotações do Golfo do México, referência para os importadores brasileiros, chegou a 127%, segundo os parâmetros da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom).

Trata-se do maior nível da série histórica da entidade. Para equiparar o preço doméstico do diesel à paridade de importação (PPI), a Petrobras precisaria elevar a cotação em R$ 4,15 por litro. A expectativa, entretanto, é de que a estatal opte por reajustes menores e mais frequentes, em vez de uma correção integral da defasagem em um único movimento. Em 27 de outubro, o governo anunciou a prorrogação da subvenção de R$ 2,12 por litro para o diesel. Somado ao auxílio de R$ 1,40 por litro destinado ao diesel importado, o benefício totaliza R$ 3,52 por litro, valor R$ 0,63 inferior à defasagem em relação ao PPI. A diferença entre os preços internos e externos mantém a pressão sobre a política comercial da estatal e amplia a expectativa de reajuste. A decisão sobre eventuais aumentos cabe a um comitê específico previsto no estatuto da Petrobras.

Na mesma reunião, o Conselho de Administração também discutiu o pedido de aporte de capital apresentado pelos credores da Braskem. A avaliação é de que a Petrobras deverá rejeitar o valor integral solicitado e poderá considerar uma contribuição menor. Caso não haja acordo, uma das possibilidades é a transição do processo de recuperação extrajudicial da petroquímica para a recuperação judicial. O comitê de credores exige um compromisso de aporte de US$ 1,85 bilhão pelos acionistas, incluindo a Petrobras, ainda em 2026, além da conversão de outros US$ 1,85 bilhão em dívidas em ações. As negociações têm prazo até 30 de outubro. A definição sobre a participação da estatal poderá influenciar os próximos passos da reestruturação financeira da Braskem. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.