29/Oct/2026
Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), o avanço das importações de máquinas e equipamentos provenientes da China preocupa, mas, no segmento de máquinas agrícolas, o movimento ainda não representa uma ameaça direta ao núcleo da indústria nacional. O crescimento das compras externas está concentrado principalmente em tratores pequenos e de baixa potência, segmentos nos quais a produção brasileira é pouco expressiva ou inexistente. As importações chinesas de máquinas agrícolas aumentaram em 2026, apesar da retração do mercado doméstico. A expansão ocorreu sobretudo nos microtratores e nos modelos com potência entre 18 e 37 cavalos e entre 37 e 75 cavalos. Já na faixa acima de 75 cavalos, que concentra a base produtiva nacional, a elevação das compras externas foi pequena, indicando impacto limitado sobre os fabricantes brasileiros nos segmentos em que atuam de forma mais consolidada.
A entrada desses equipamentos pode estar relacionada a operações com ex-tarifário, mecanismo que permite a redução temporária da alíquota do imposto de importação, e à expansão de programas de incentivo à agricultura familiar, como o Mais Alimentos. Essas condições ampliaram o espaço para fornecedores estrangeiros em nichos nos quais os fabricantes nacionais não atuavam ou mantinham presença incipiente. A Abimaq aprofunda a análise para identificar os subsegmentos responsáveis pelo crescimento das importações, incluindo a evolução das compras de equipamentos provenientes da Índia. A entidade pretende consolidar um levantamento mais detalhado, com recortes específicos por categoria de máquina, para divulgar ao mercado e dimensionar com maior precisão os efeitos da concorrência externa sobre a indústria brasileira. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.