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03/Nov/2026

Insumos: resultados do Syngenta Group em 2026

O Syngenta Group registrou vendas de US$ 17,3 bilhões nos primeiros nove meses de 2026, queda de 5% em relação aos US$ 18,2 bilhões obtidos em igual período de 2025, informou a companhia em relatório de resultados divulgado na sexta-feira (20/10). Em moeda constante (CER), o faturamento recuou 8%. Desconsiderando a redução planejada no negócio de comercialização de grãos e outras atividades de baixa margem, as vendas subjacentes do grupo avançaram 1% no acumulado do ano. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) nos primeiros nove meses somou US$ 3,2 bilhões, alta de 1% em termos reportados e em moeda constante.

A margem Ebitda subiu 1,0%, alcançando 18,4%. No terceiro trimestre de 2026, as vendas consolidadas totalizaram US$ 5,2 bilhões, recuo de 10% na comparação anual (queda de 12% em moeda constante), sob efeito do corte em negócios de menor rentabilidade e do adiamento de compras em alguns mercados. O Ebitda do trimestre ficou em US$ 800 milhões, com queda de 2% em base reportada e de 4% a taxas de câmbio constantes. Na divisão de proteção de cultivos (Syngenta Crop Protection), o faturamento ficou estável em US$ 9,8 bilhões nos primeiros nove meses do ano (recuo de 4% em moeda constante), com forte crescimento na Europa (+6%) e na China (+20%) compensando as quedas na América Latina (-14%) e no Brasil (-6%).

No mercado brasileiro e regional, a pressão sobre preços de produtos fora de patente e a valorização do real ante o dólar afetaram a receita. Na unidade de sementes (Syngenta Seeds), a receita acumulada somou US$ 3,3 bilhões, estável frente a 2025 (queda de 2% em moeda constante). O destaque positivo foi o mercado brasileiro, que registrou avanço de 13%, sustentado pelo desempenho do milho na segunda safra e pelo lançamento de sete híbridos. A América Latina cresceu 5% e a Europa avançou 3%, enquanto a América do Norte caiu 11% diante de reestruturações e de menor área plantada de milho nos Estados Unidos.

Já o Syngenta Group China movimentou US$ 3,1 bilhões nos primeiros nove meses do ano, queda de 18% (-23% em moeda constante), devido à redução estratégica do comércio de grãos e à desconsolidação da Sinofert. Além disso, a Adama obteve receita de US$ 3 bilhões, recuo de 1% (-4% em moeda constante), com altas na Europa (+3%) e na América do Norte (+5%) anuladas por baixas de 5% na América Latina e de 16% na China. A companhia anunciou ainda ajustes na gestão: Gaël Hili assume a presidência da Syngenta Seeds a partir de 1º de novembro de 2026, enquanto o ex-CEO da Adisseo, Zhigang Hao, sucede Hili como presidente e CEO da Adama. Fonte: Broadcast Agro.