17/Abr/2023
Os futuros de milho fecharam em alta na sexta-feira (14/04) na Bolsa de Chicago, influenciados pelo desempenho do trigo. Os dois grãos tendem a se mover na mesma direção porque um é substituto direto do outro em ração animal. O vencimento julho do milho subiu 10,25 cents (1,64%), e fechou a US$ 6,35 por bushel. Na semana passada, acumulou ganho de 2,58%. A retomada de compras chinesas de milho norte-americano também deu suporte aos preços.
Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), exportadores relataram vendas de 382 mil toneladas de milho para a China. Do total, 246 mil toneladas têm entrega prevista para o ano comercial 2022/2023 e 136 mil toneladas, para 2023/2024. Na quinta-feira (13/04), foram relatadas vendas de 327 mil toneladas para o país asiático, sendo 191 mil toneladas para entrega em 2022/2023 e 136 mil toneladas, para 2023/2024. Esses foram os primeiros anúncios de vendas avulsas de milho para a China desde 30 de março. Uma menor projeção para a safra da Argentina foi outro fator altista para as cotações.
A Bolsa de Comércio de Rosário reduziu sua previsão em 3 milhões de toneladas, de 35 milhões de toneladas para 32 milhões de toneladas. O volume representa queda de 37% ante a temporada anterior. O rendimento previsto, de 5.360 quilos por hectare, seria o menor em 15 anos. Embora a maior oferta de soja e milho do Brasil em comparação com a temporada passada provavelmente compense parcialmente as menores safras argentinas, os preços devem permanecer sustentados, tendo em vista as previsões cada vez mais sombrias para a oferta argentina.