18/Nov/2025
O plantio da 2ª safra de 2026 mais tardia no Cerrado devido ao atraso das chuvas em Goiás e no Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), o que também tem interferido no ritmo de plantio da soja. A 2ª safra se tornou essencial para compor a renda do produtor em um cenário de margens mais estreitas. A 2ª safra não é uma opção, ela é uma obrigatoriedade. Em períodos de rentabilidade tão baixa, é um complemento da renda do produtor. A rentabilidade da soja deve ficar entre 11% e 12% neste ciclo, enquanto o milho deve render entre 9% e 10%.
Diante desse nível, a 2ª safra de 2026 é necessária para equilibrar a operação do produtor, que enfrenta custos como arrendamentos de 15 a 20 sacas de 60 Kg por hectare. Goiás passou cerca de 20 dias sem chuvas, o que atrasou decisões sobre a área destinada à 2ª safra de 2026. Com a retomada das precipitações, a expectativa é de ajuste no calendário. A companhia aposta em uma janela um pouco mais tardia da 2ª safra de 2026 do que em redução no tamanho. Em Mato Grosso, a comercialização da 2ª safra está mais avançada, com cerca de 60% das vendas já realizadas. A maior parte dos insumos ainda está em aberto, o que permite atuação da companhia na janela atual.
O avanço das usinas de etanol de milho amplia as possibilidades de venda do produtor. A empresa mantém as filiais abastecidas para atender o regime de repiques, modalidade em que o produtor compra insumos conforme a necessidade da lavoura. Esse padrão tem exigido logística adicional. Na Região Sul, o retorno das chuvas sustenta a demanda por defensivos na soja. A companhia citou dados da AgroInvest indicando que 81% do mercado de defensivos ainda estava em aberto no início de novembro, o maior intervalo de comercialização recente. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.