18/Dec/2025
Os futuros de milho fecharam em alta nesta quarta-feira (17/12) na Bolsa de Chicago, impulsionados por vendas de exportação para México e Coreia do Sul e pela produção recorde de etanol nos Estados Unidos. O vencimento março avançou 4,00 cents (0,92%), e fechou a US$ 4,40 por bushel. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que exportadores privados reportaram vendas de 177.055 toneladas de milho para o México, com entrega durante o ano comercial 2025/2026. Além disso, importadores da Coreia do Sul adquiriram 268 mil toneladas do cereal norte-americano.
O fluxo de negócios ofereceu suporte às cotações, contrapondo-se à pressão da safra recorde nos Estados Unidos. A Agência de Informação de Energia (EIA) informou que a produção média diária de etanol nos Estados Unidos atingiu novo recorde de 1,131 milhão de barris por dia na semana encerrada em 12 de dezembro, superando o recorde de 1,126 milhão de barris do fim de novembro. O número ficou acima das expectativas de analistas, que previam produção entre 1,085 milhão e 1,12 milhão de barris por dia. Os estoques totais de etanol caíram 157 mil barris, para 22,35 milhões de barris.
A demanda externa robusta continua oferecendo suporte ao mercado. A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) elevou a estimativa de exportação de milho em dezembro para 6,35 milhões de toneladas, crescimento de 0,8% sobre a projeção anterior e alta de 75,4% em comparação com dezembro de 2024. Até novembro, o Brasil exportou 35,56 milhões de toneladas, com acumulado projetado de 41,91 milhões de toneladas até o fim de dezembro. No entanto, a pressão da produção recorde chinesa limitou os ganhos.
O USDA confirmou safra de 301,2 milhões de toneladas na China, reforçando o viés baixista no médio prazo. Além disso, as boas perspectivas de produção no Brasil e na Argentina, apesar de problemas climáticos localizados, mantêm o cenário de oferta global confortável. Segundo a consultoria StoneX, o Brasil não deve ter milho disponível para exportação antes de julho, mantendo os Estados Unidos como principal fornecedor global pelos próximos meses. A oferta da região do Mar Negro permanece limitada pelos conflitos locais, enquanto a Argentina não dispõe de volumes relevantes para exportação no curto prazo.