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21/Jan/2026

Preços do milho estáveis sem fundamentos altistas

O mercado brasileiro de milho tende a atravessar esta semana em ritmo calmo e com preços trabalhando próximos da estabilidade, em um ambiente marcado pela liberação de estoques remanescentes e ausência de gatilhos claros para movimentos mais intensos. A leitura predominante é de que o cereal segue sem fôlego para altas no curto prazo, mesmo com o início do plantio da 2ª safra de 2026 em algumas regiões do País. O foco imediato do produtor está na organização logística e na abertura de espaço nos armazéns. O avanço inicial do plantio da 2ª safra de 2026 ainda tem peso reduzido na formação de preços.

O principal fator de atenção no curto prazo segue sendo a exportação. A expectativa é de um mercado mais lateralizado. O milho não tem fôlego altista neste momento. A queda recente das cotações na Bolsa de Chicago limita qualquer reação mais rápida do mercado doméstico. Eventuais movimentos mais consistentes dependeriam de fatores externos, como câmbio ou mudanças estruturais na demanda. Fundamentos potencialmente positivos, como o inverno rigoroso no Hemisfério Norte e o aumento do consumo de ração, ainda não se refletem nos preços. Isso vai refletir só mais para frente. Para o restante de janeiro, a avaliação é de que "tem pouca coisa para acontecer", mantendo o milho operando de forma lateral no mercado brasileiro.

Em São Paulo, na região de Campinas, compradores e vendedores ainda negociam um volume restante da 2ª safra de 2025, embora seja um movimento pontual. Há registro de negócios para fábricas de ração a R$ 63,50 por saca de 60 Kg CIF, para entrega e pagamento imediatos. Para 2ª safra de 2026, os compradores ainda não fazem suas indicações, apenas deixam claro que não vão negociar a R$ 65,00 por saca de 60 Kg. Os vendedores indicam R$ 64,00 por saca de 60 Kg CIF, para entrega em agosto e pagamento em setembro. É provável que é provável que os compradores façam suas indicações apenas após o plantio 2ª safra de 2026.

Em Mato Grosso, na região de Primavera do Leste, o mercado de milho deve seguir travado até meados de fevereiro, quando indústrias de etanol e fábricas de ração podem voltar ao mercado. Por enquanto, a procura está muito fraca. Além disso, não há nenhum fator que provoque oscilação nos preços ou um movimento mais agressivo dos compradores. Para retirada e pagamento em fevereiro, as indústrias indicam R$ 54,00 por saca de 60 Kg FOB, enquanto vendedores indicam entre R$ 55,00 e R$ 60,00 por saca de 60 Kg.

Tem indicação para fevereiro apenas, porque, por ora, os compradores estão bem abastecidos, sem fazer pressão de compra. Para 2ª safra de 2026, os negócios também são pontuais, visto que os vendedores esperam a finalização da colheita de soja para avaliar os riscos de atraso na janela do plantio do cereal. O mercado também demonstra a mesma preocupação. As indústrias indicam R$ 49,00 por saca de 60 Kg FOB, para retirada em julho e pagamento em agosto. Os vendedores indicam acima de R$ 52,00 por saca de 60 Kg.