23/Jan/2026
A colheita da safra de verão de milho (1ª safra 2025/2026), que tem a Região Sul como principal produtora, deve ganhar ritmo nos próximos dias e a expectativa é de resultados positivos de produção e rendimento, apesar do risco de perdas isoladas em regiões que enfrentaram estiagem entre setembro e dezembro. Segundo a Federação da Agricultura do Estado do Estado (Farsul), são esperadas 5,8 milhões de toneladas, acima das 5,4 milhões de toneladas da safra 2024/2025. A produtividade estimada é de 123 sacas de 60 Kg por hectare. A produção será superior apesar dos desafios hídricos recentes que podem causar perdas pontuais. No geral, o grão apresenta boa qualidade. Está sendo a melhor safra dos últimos cinco anos, fruto do aumento de área e da expectativa de maior eficiência no campo. A projeção anima o setor de proteína animal.
Como o milho safra de verão (1ª safra) é voltado quase integralmente ao mercado interno, as fábricas de ração são as principais compradoras. A retomada das exportações de carne de frango do Rio Grande do Sul para a China, autorizada pelo país na terça-feira (20/01), favorece a comercialização do cereal. Atualmente, o preço do milho oscila entre R$ 60,00 e R$ 63,00 por saca de 60 Kg, o que é pouco rentável para o produtor. Com o reaquecimento do consumo chinês, pode haver uma valorização. Para o milho silagem, destinado à pecuária de corte e leite, a previsão é de uma área de 366 mil hectares, com rendimento de 38 mil quilos por hectare e produção total de 14 milhões de toneladas. Os custos da pecuária leiteira estão altos e os preços do leite, baixos. Uma boa safra pode mitigar o impacto dessas margens apertadas para o produtor.
No Paraná, a expectativa é colher 3,5 milhões de toneladas na safra de verão (1ª safra 2025/2026), segundo a Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (Abramilho). O plantio ocorreu entre setembro e outubro, meses marcados por seca e ondas de frio. Apesar disso, a produtividade média deve atingir 10 mil quilos por hectare, sustentada pela expansão de área e pelo alto uso de biotecnologia pelo produtor do Paraná. Na safra 2024/2025, o Estado produziu 3,02 milhões de toneladas, com rendimento médio de 10,8 mil quilos por hectare, segundo dados do Departamento de Economia Rural (Deral/Seab). No entanto, é preciso manter atenção quanto ao clima durante a colheita. Excesso de chuva nas próximas semanas pode elevar a incidência de grãos ardidos, prejudicando a qualidade. Quanto à rentabilidade, as margens estão mais estreitas que no ano passado, devido aos preços deprimidos do cereal e ao aumento nos custos de produção.
Em Santa Catarina, o cenário é considerado "bastante satisfatório" pela Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri/SC). A colheita já começou na região oeste. Embora a produção possa ser um pouco inferior à da safra passada, o volume ainda é elevado. Santa Catarina deve colher 2,3 milhões de toneladas, com produtividade média de 8,8 mil quilos por hectare. No ciclo anterior, Santa Catarina ofertou cerca de 2,4 milhões de toneladas, com rendimento de 9,7 mil quilos por hectare. É uma safra estratégica. Santa Catarina é um importador histórico de milho (cerca de 6 milhões de toneladas/ano). Manter esse nível de produção interna ajuda a reduzir custos com frete e evita a necessidade de aumentar as importações. A qualidade do grão é positiva, apesar do frio e da estiagem pontual no oeste do Estado em dezembro. A área de milho silagem no Estado alcança 220 mil hectares. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.