23/Jan/2026
Os futuros de milho fecharam em alta nesta quinta-feira (22/01) na Bolsa de Chicago, em movimento de correção após duas quedas consecutivas. Os ganhos também foram sustentados pela depreciação do dólar ante as principais moedas, que torna commodities produzidas nos Estados Unidos mais atraentes para compradores estrangeiros. Isso tende a estimular ainda mais a demanda pelo grão norte-americano, que segue bastante aquecida no ano comercial corrente.
O vencimento março do grão subiu 2,25 cents (0,53%), e fechou a US$ 4,24 por bushel. Os preços avançaram mesmo após o texto que permitiria a venda de E15 (gasolina com mistura de 15% de etanol) durante todo o ano nos Estados Unidos ter sido retirado do projeto orçamentário da Câmara dos Representantes. Se o E15 substituísse o E10 em todo o país durante o ano inteiro, o uso adicional de milho ficaria em torno de 2,4 a 2,8 bilhões de bushels por ano.
A alta também foi limitada pela safra recorde nos Estados Unidos, de mais de 432 milhões de toneladas, e pelo recuo do petróleo, que diminui a competitividade relativa do etanol. Os estoques do biocombustível nos Estados Unidos atingiram na semana passada o maior nível desde abril do ano passado e pesaram sobre os contratos. Segundo a Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos (EIA), as reservas no país somaram 25,7 milhões de barris na semana encerrada em 16 de janeiro. O volume ficou acima do teto das estimativas de analistas.