27/Jan/2026
A Ultracargo colocou em operação neste mês o novo desvio ferroviário do terminal de Rondonópolis (MT). O investimento de R$ 95 milhões tem como objetivo fortalecer o corredor logístico de biocombustíveis e derivados de petróleo, reforçando a ligação entre as Regiões Centro-Oeste e Sudeste. Na prática, o desvio ferroviário é uma linha paralela à ferrovia principal que permite retirar a composição do tráfego regular para carregamento e descarregamento no terminal, sem interromper a circulação da malha. Com cerca de 4 quilômetros, o desvio conecta Rondonópolis a Paulínia (SP) e permite operar composições de até 80 vagões. A nova estrutura eleva a capacidade do terminal para até 3 milhões de metros cúbicos por ano e incluiu dois novos tanques de etanol, além da modernização das plataformas ferroviárias e rodoviárias.
A operação possibilita a otimização do frete de retorno. A mesma composição que desce com etanol pode subir com diesel, levando combustível para o Centro-Oeste, onde há grande demanda para máquinas agrícolas, geradores e transporte. Isso reduz o tempo de viagem e aumenta a produtividade, com ganhos em segurança, sustentabilidade e custo. A entrada em operação do desvio ocorre em meio à rápida expansão do etanol de milho no Brasil. O biocombustível já responde por cerca de 30% da produção nacional de etanol, ante menos de 10% há cinco anos, com crescimento anual de dois dígitos.
O avanço no interior do País, especialmente em Mato Grosso, pressiona a infraestrutura logística, com fluxos que percorrem entre 1.600 e 2.000 quilômetros, muitas vezes por rodovias precárias, o que torna a ferrovia essencial para o escoamento. Com a migração de parte desses volumes do modal rodoviário para o ferroviário, a integração entre Rondonópolis e Paulínia reduz em até dois dias o tempo de trânsito e permite substituir cerca de 120 caminhões por composição ferroviária em rotas de longa distância. Nesse contexto, a Ultracargo estima uma redução de cerca de 51 mil toneladas de carbono por ano, o equivalente a uma queda aproximada de 35% nas emissões, além de menor desgaste da infraestrutura rodoviária.
O novo desvio em Rondonópolis se soma a outros projetos ferroviários da Ultracargo, como o desvio de Paulínia, concluído em junho de 2025, e o corredor Nordeste, que conecta o terminal de Itaqui (MA) ao terminal de Palmeirante (TO). Em Rondonópolis, a companhia também opera uma solução dutoviária que conecta produtores de biodiesel diretamente ao terminal, sem uso de caminhões. A estratégia da companhia está alinhada ao avanço do agronegócio e à interiorização do crescimento econômico no País. O agronegócio é hoje o setor mais pujante da economia brasileira e ele precisa de energia e logística para continuar crescendo. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.