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27/Jan/2026

Futuros do milho caem com ampla oferta dos EUA

Os futuros de milho fecharam em baixa nesta segunda-feira (26/01) na Bolsa de Chicago, pressionados pela safra recorde nos Estados Unidos, de mais de 432 milhões de toneladas. Embora a demanda pelo grão norte-americano continue forte, isso não deve impedir que os estoques ainda sejam volumosos ao fim da temporada. O vencimento março do grão perdeu 2,25 cents (0,52%), e fechou a US$ 4,28 por bushel. A ameaça do presidente norte-americano, Donald Trump, de impor tarifas de 100% ao Canadá caso o país alcance um acordo de livre comércio com a China, também influenciou os negócios. O recente acordo do Canadá com a China foi para reduzir tarifas de veículos elétricos de 100% para cerca de 6,1%, em troca de concessões chinesas nas exportações agrícolas canadenses, como canola e ervilhas.

O Canadá insiste que não está buscando livre comércio com a China e está operando dentro das regras do USMCA. O Canadá é também o maior importador de etanol dos Estados Unidos, que é feito principalmente com milho. O desempenho também refletiu a não inclusão, no projeto de lei orçamentário aprovado pela Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, de texto que autorizaria a venda de E15 (gasolina com mistura de 15% de etanol) durante todo o ano no país. A estiagem em parte da Argentina impediu uma queda mais acentuada dos preços.

A Bolsa de Cereais de Buenos Aires informou que 52% da safra de milho tinha condição boa ou excelente na última semana, piora de 12% ante a semana anterior. A forte demanda pelo grão norte-americano também limitou as perdas. Na semana até 15 de janeiro, os Estados Unidos venderam 4 milhões de toneladas de milho, segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O volume foi o maior já registrado, considerando apenas as semanas em que não foram registradas vendas para a China. O USDA informou nesta segunda-feira (26/01) que 1,51 milhão de toneladas de milho foram inspecionadas para exportação em portos dos Estados Unidos na semana até 22 de janeiro, 1,63% mais na comparação semanal.