28/Jan/2026
A StoneX aponta que a crescente demanda das usinas de biocombustíveis por milho está fazendo com que o abastecimento interno ganhe maior relevância do que as exportações do cereal. Apesar da safra robusta, o Brasil diminuiu o seu ritmo de embarques em função de uma ampliação expressiva do seu consumo doméstico. A estimativa é de que a produção brasileira de milho em 2026 seja de 134,3 milhões de toneladas ante 139,4 milhões de toneladas. Em 2025, o País exportou 41 milhões de toneladas, volume inferior aos anos anteriores, refletindo essa retenção interna para atender o setor de etanol de milho.
A StoneX projeta que a produção do biocombustível alcance 12,4 bilhões de litros em 2026, salto de 29% em relação ao ano anterior. Para sustentar esse crescimento, as destilarias brasileiras devem consumir sozinhas mais de 28 milhões de toneladas do cereal ao longo do ano. De olho no campo, as atenções se voltam agora para 2ª safra de 2026. O plantio, que ocorre entre janeiro e fevereiro, enfrenta desafios climáticos com previsões de chuvas irregulares em polos produtores como Mato Grosso e Goiás.
Além do clima, o custo de produção é uma variável crítica, visto que o preço dos fertilizantes nitrogenados permanece elevado, pressionado por incertezas no fornecimento de amônia de países como Irã e China. A demanda interna aquecida deve reduzir a representatividade brasileira nas exportações globais em 2026. A competitividade do Brasil no mercado externo tende a ser menor frente aos Estados Unidos, que hoje operam com preços mais agressivos na Bolsa de Chicago. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.