28/Jan/2026
Segundo a StoneX, o mercado global de milho tem nesse primeiro trimestre percepção de sobreoferta, consolidando um cenário de pressão baixista para as cotações na Bolsa de Chicago. Apesar de o mercado do cereal ter encerrado 2025 estável o relatório de janeiro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) trouxe novos fundamentos que levaram os contratos futuros às mínimas.
A oferta robusta dos Estados Unidos, que colheram 432,3 milhões de toneladas, a maior safra de sua história, contribui para esse cenário. Além disso, o consumo doméstico norte-americano cresceu em ritmo mais lento, e o excedente resultou em preços mais pressionados, tornando o cereal dos Estados Unidos altamente competitivo para exportação. O USDA estima embarques no patamar de 81,3 milhões de toneladas para a safra 2025/2026. No cenário asiático, a China caminha para a autossuficiência.
Com uma safra recorde superior a 300 milhões de toneladas e estoques internos elevados, o gigante asiático tem reduzido sua necessidade de importações, o que remove um importante pilar de suporte aos preços globais. Para o milho brasileiro, a janela de exportação para a China também deve ser impactada por acordos comerciais sino-americanos que priorizam a soja dos Estados Unidos em determinados períodos, reduzindo o espaço logístico para o cereal. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.