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30/Jan/2026

Preços do milho operam com estabilidade no País

O mercado brasileiro de milho deve seguir sem direção definida no curto prazo, com preços operando de forma lateral no mercado físico. A dinâmica segue marcada por baixa agressividade de ambos os lados. Os preços até cederam um pouco, mas nada relevante. O mercado varia conforme a demanda. A indústria tem comprado de forma pontual, ajustando ofertas conforme a necessidade imediata. Quando precisa originar, oferece um pouco mais; quando não precisa, recua. O preço responde basicamente a esse movimento da demanda interna, porque a exportação já ficou para trás. Além dos fundamentos domésticos, o câmbio permanece como variável relevante na formação de preços. Há quedas associadas à valorização do Real, o que desfavorece completamente a exportação brasileira. Esse fator tende a manter o mercado interno mais dependente do consumo doméstico no curto prazo, reforçando o cenário de estabilidade.

Em Mato Grosso, na região de Sorriso, os produtores estão concentrados na colheita de soja, reduzindo o ritmo da comercialização de milho. Além desse fator, há pouca oferta. Quem ainda tem o cereal estocado deve vender apenas entre abril e maio. As usinas de etanol indicam R$ 49,00 por saca de 60 Kg FOB, via cooperativas, para embarque em fevereiro e pagamento em março. A maioria dos compradores está bem abastecida e fora do mercado, enquanto os vendedores não fazem ofertas no spot. Na contramão, a 2ª safra de 2026 avança na comercialização. Todos os negócios de milho são pontuais, mas todas as vendas que estão sendo registradas são para 2ª safra de 2026. Tradings indicam R$ 45,00 por saca de 60 Kg FOB ou R$ 42,00 por saca de 60 Kg FOB, diretamente com o produtor, para embarque em julho e pagamento em agosto.

No Paraná, na região de Maringá, o mercado de milho não vê movimentações desde a semana passada e não tem perspectiva de melhora no curto prazo. Quando ocorre alguma negociação, é um volume bem pequeno. Fábricas de ração indicam R$ 72,00 por saca de 60 Kg CIF, com acréscimo de ICMS, para entrega em março e pagamento em abril. Os vendedores, no entanto, indicam R$ 75,00 por saca de 60 Kg, em iguais condições. Quanto à 2ª safra de 2026, a comercialização está travada. Os produtores estão afastados do mercado. Tradings, no entanto, indicam R$ 65,00 por saca de 60 Kg CIF Porto de Paranaguá, para entrega em julho e pagamento em agosto.