16/Mar/2026
Os contratos futuros de milho fecharam em alta na sexta-feira (13/03) na Bolsa de Chicago, impulsionados pelo forte avanço das cotações do trigo. O vencimento maio do milho subiu 4,75 cents, ou 1,03%, e fechou a US$ 4,67 por bushel. Na semana passada, o contrato acumulou valorização de 1,47%. A alta foi influenciada pelo movimento do trigo, já que os dois grãos são substitutos diretos na formulação de ração animal e tendem a acompanhar a mesma direção de preços. Outro fator de suporte foi o bloqueio do Estreito de Ormuz, que tem impactado os mercados globais de energia e fertilizantes. O cenário levanta preocupações sobre possíveis aumentos nos custos de produção agrícola e potenciais efeitos sobre a produtividade das lavouras, caso produtores reduzam o uso de insumos. Apesar disso, analistas avaliam que, mesmo com eventual reabertura da rota marítima, companhias de seguro podem restringir a navegação na região por algum período até que a segurança seja considerada restabelecida.
Os ganhos, contudo, foram parcialmente limitados pela valorização do dólar frente ao Real, movimento que tende a estimular a competitividade das exportações do Brasil. De acordo com estimativa da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), o País deverá embarcar cerca de 801,7 mil toneladas de milho em março, volume 69% superior às 474,2 mil toneladas registradas no mesmo mês do ano passado. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) revisou levemente para baixo a projeção de produção brasileira de milho, de 138,45 milhões para 138,27 milhões de toneladas, mantendo a estimativa de exportações em 46,50 milhões de toneladas. Na Argentina, a Bolsa de Cereais de Buenos Aires informou que a colheita de milho alcançou 9,4% da área apta na última semana, avanço de 2,2% em relação ao levantamento anterior. O rendimento médio nacional foi estimado em 8,27 toneladas por hectare, enquanto a projeção de produção foi mantida em 57 milhões de toneladas.