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17/Mar/2026

Futuros do milho recuam acompanhando petróleo

Os contratos futuros de milho negociados na Bolsa de Chicago encerraram em queda nesta segunda-feira (16/03), pressionados principalmente pelo recuo das cotações do petróleo e por movimento de liquidação de posições compradas por parte de fundos de investimento. A desvalorização do petróleo reduz a competitividade relativa do etanol, combustível produzido majoritariamente a partir do milho nos Estados Unidos, o que tende a enfraquecer as perspectivas de demanda para o grão. O contrato com vencimento em maio registrou baixa de 13,25 cents, ou 2,84%, e fechou a US$ 4,54 por bushel. A pressão adicional sobre os preços decorreu de ajustes técnicos no mercado após forte ampliação das posições compradas por fundos.

Relatório da Comissão de Negociação de Futuros de Commodities indicou que a posição líquida comprada em milho aumentou 280,5% na semana encerrada em 10 de março, passando de 52.243 para 198.804 lotes. O volume representa o maior saldo líquido comprado desde março do ano anterior, elevando a sensibilidade do mercado a movimentos de realização de lucros. As perdas foram parcialmente limitadas por preocupações relacionadas ao impacto do conflito no Oriente Médio sobre o mercado global de fertilizantes. A elevação potencial dos custos desses insumos pode pressionar as despesas de produção agrícola e, em alguns casos, reduzir a aplicação de fertilizantes nas lavouras, o que poderia afetar a produtividade. Os dados de inspeção de embarques dos Estados Unidos indicaram desempenho consistente.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que 1,66 milhão de toneladas de milho foram inspecionadas para exportação em portos norte-americanos na semana encerrada em 12 de março, aumento de 8,95% em relação à semana anterior. No acumulado do ano comercial, o volume inspecionado alcança 42,87 milhões de toneladas, crescimento de 41% na comparação anual. No Brasil, o avanço do plantio da 2ª safra de milho de 2026 no Centro-Sul também integra o cenário de oferta. Levantamento recente indica que a semeadura alcançou 91% da área estimada até 12 de março, avanço frente aos 82% registrados na semana anterior, mas ainda abaixo dos 97% observados no mesmo período do ano passado.