19/Mar/2026
A Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) acionou o Procon-MT para apurar a alta do diesel na modalidade TRR (Transportador Revendedor Retalhista), utilizada por produtores rurais na compra de grandes volumes. A denúncia, protocolada em 10 de março e reforçada em 18 de março com notas fiscais, aponta variações superiores a 40% em menos de dez dias em municípios do Estado. Dados do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) indicam que o preço médio do diesel S500 TRR passou de R$ 5,83 por litro para R$ 7,47 por litro entre fevereiro e 9 de março, alta de 28%. Em casos específicos, como Alto Taquari, o diesel B S10 subiu de R$ 5,58 por litro para R$ 7,98 por litro em nove dias, enquanto em Campo Novo do Parecis o S500 comum passou de R$ 6,19 por litro para R$ 7,59 no período. O aumento do combustível afeta toda a cadeia agro, impactando plantio, colheita, transporte de insumos, escoamento da produção e movimentação entre fazendas, armazéns e mercados consumidores.
O Procon-MT informou que monitora postos da Baixada Cuiabana e solicita notas fiscais de compra e venda dos últimos 30 dias para cruzamento de dados, com a apuração podendo alcançar empresas que operam na modalidade TRR. A Famato também avalia encaminhar o caso ao Ministério Público de Mato Grosso, à Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor, à Secretaria Nacional do Consumidor e ao Cade. O cenário de alta de diesel ocorre em meio ao aumento do petróleo internacional, motivado pelo conflito no Oriente Médio, seguido de reajuste de 11,6% pela Petrobras em 14 de março, que neutralizou parte do pacote de zeragem de PIS/Cofins e subvenção ao combustível. O contexto impulsionou articulação de paralisação nacional de caminhoneiros e levou o Ministério dos Transportes a anunciar medidas adicionais para reforçar o cumprimento do piso mínimo de frete. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.