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19/Mar/2026

Futuros em alta com avanço do petróleo e do trigo

Os futuros de milho na Bolsa de Chicago encerraram em alta nesta quarta-feira (18/03), impulsionados pelo avanço do petróleo, que eleva a competitividade relativa do etanol produzido principalmente a partir do milho nos Estados Unidos, e pelo movimento expressivo do trigo, substituto direto do milho em rações animais. O vencimento maio do milho subiu 9,25 cents (+2,04%), e fechou a US$ 4,63 por bushel. Os ganhos também foram sustentados por incertezas sobre a área destinada ao milho na nova safra dos Estados Unidos.

Segundo análise do Bank of America, a volatilidade nos preços do petróleo e do gás natural tem impactado os custos de insumos, como fertilizantes e combustíveis, e caso esses insumos permaneçam caros e de difícil acesso, a produção pode ser afetada. Projeções indicam que se o conflito internacional se estender até o segundo semestre, os preços do milho em 2026 podem avançar entre 20% e 30%, devido a riscos significativos de produção.

No mercado internacional, a Administração Geral de Alfândegas da China (GACC) informou que o país importou 550 mil toneladas de milho nos meses de janeiro e fevereiro de 2026, volume 205,6% superior ao registrado no mesmo período de 2025. O valor das importações aumentou 196%, alcançando US$ 141 milhões no bimestre. Dados semanais de produção e estoques de etanol nos Estados Unidos exerceram efeito baixista limitado sobre as cotações. A Administração de Informação de Energia reportou produção média de 1,093 milhão de barris por dia na semana encerrada em 13 de março, redução de 2,93%, próxima ao piso das estimativas de analistas, de 1,086 milhão de barris por dia. Os estoques somaram 26,4 milhões de barris, atingindo o teto das projeções de mercado.