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19/Mar/2026

Grãos: mercado travado com cautela sobre logística

A possibilidade de paralisação dos caminhoneiros nos próximos dias, em meio à alta do óleo diesel, tem gerado cautela na comercialização de soja e milho nas Regiões Sul e Centro-Oeste. O cenário ocorre em plena safra de grãos e já impacta a originação de novos negócios no mercado disponível. Embora o escoamento de contratos já firmados siga com relativa normalidade, agentes de mercado relatam retirada de ofertas de compra e encarecimento preventivo dos fretes, fatores que contribuem para a desaceleração das negociações para embarques de curto e médio prazos.

Em Primavera do Leste (MT), a percepção é de que a incerteza já foi incorporada aos preços. Apesar da manutenção dos carregamentos programados, há expectativa de pressão altista sobre os fretes em operações de longa distância, diante do risco de interrupções repentinas no transporte. No Paraná, segundo maior produtor de grãos do País, o ambiente é de maior cautela, com relatos de paralisação parcial das negociações em algumas regiões. Em Guarapuava, a incerteza quanto à efetivação da greve tem levado agentes a adiar decisões comerciais, reduzindo a liquidez no mercado físico.

Por outro lado, em Maringá e Ponta Grossa, a percepção é mais moderada, com aumento na oferta de caminhões, já que transportadores buscam aproveitar o volume da safra para compensar os custos mais elevados do diesel. Em Dourados (MS), grandes tradings mantêm postura cautelosa, mas seguem abastecidas e focadas em compras para o próximo trimestre. Até o momento, reajustes no frete não provocaram rupturas relevantes nas operações logísticas. No Rio Grande do Sul, o impacto é considerado limitado.

Em Ijuí, a avaliação predominante é de baixa adesão ao movimento, com continuidade das atividades industriais e logísticas. Em Campinas (SP), importante polo logístico e de consumo, o mercado segue operando com normalidade, com custos de frete sendo repassados gradualmente e sem expectativa, por ora, de impacto generalizado. O cenário reforça a sensibilidade do mercado de grãos à logística de transporte, especialmente em períodos de safra, com a evolução do movimento dos caminhoneiros sendo determinante para a retomada da fluidez nas negociações. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.