23/Mar/2026
A redução estimada de 1,9% na produção de milho do Brasil na safra 2025/2026 não deve comprometer o avanço da produção de DDG, coproduto do etanol utilizado na nutrição animal. O crescimento do segmento é sustentado por ganhos de eficiência industrial e pela ampliação da capacidade produtiva das usinas de etanol de milho. A produção de DDG no País deve registrar expansão de aproximadamente 19% em 2026, impulsionada pela maior eficiência no processamento e pela abertura de novos mercados internacionais. Entre os destaques está o início das exportações para a China, considerado um marco para o setor. O crescimento do DDG, mesmo diante de uma leve retração na safra de milho, reflete mudanças estruturais na indústria de biocombustíveis.
A consolidação de usinas dedicadas ao etanol de milho, principalmente na Região Centro-Oeste, ampliou a previsibilidade da oferta e reduziu a dependência direta das variações anuais de produção do grão. Nos últimos cinco anos, a produção brasileira de milho avançou de 87,1 milhões para 138,5 milhões de toneladas, criando base para a expansão industrial e permitindo maior regularidade na produção de etanol e de seus coprodutos. Esse ambiente favorece tanto o abastecimento interno quanto o aumento da participação brasileira no comércio internacional de DDG. A logística assume papel estratégico nesse processo, especialmente para o escoamento do excedente exportável. Em cenários de maior regularidade produtiva, a tendência é de ampliação das exportações, diante da maior disponibilidade do produto.
Nesse contexto, o Brasil realizou a primeira exportação de DDG para a China, com embarque realizado por meio de contêineres a partir de Rondonópolis (MT) com destino ao Porto de Santos (SP). A operação sinaliza potencial de crescimento das vendas externas, incluindo outros mercados asiáticos. A projeção do setor indica aumento de até 180% no volume exportado em relação à safra anterior, com expansão não apenas para a China, mas também para países como Vietnã e Indonésia. A utilização de transporte multimodal, com integração entre ferrovia e rodovia, tem contribuído para ganhos de eficiência logística, maior previsibilidade e redução de riscos operacionais, fatores relevantes para a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional. Fonte: BrasilAgro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.