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24/Mar/2026

Etanol de Milho: Caramuru aposta em biocombustíveis

A Caramuru Alimentos projeta a implementação da mistura obrigatória B16 ainda em 2026, com elevação do teor de biodiesel no diesel de 15% para 16%, e avança em estratégia de diversificação com possível entrada no mercado de etanol de milho. A companhia aguarda a aprovação de financiamento para construção de uma usina em Nova Ubiratã (MT), com recursos do Fundo Clima. O projeto será desenvolvido em parceria com a Biocen e, caso o crédito seja aprovado, ainda dependerá de deliberação interna para avanço. O movimento ocorre após o segmento de biocombustíveis liderar o crescimento da empresa em 2025. A receita líquida da área alcançou R$ 2,50 bilhões, alta de 18,5% no ano, impulsionada pelo aumento de 6,5% no volume comercializado e de 11,2% no preço médio.

A margem bruta do segmento, considerando glicerina e Créditos de Descarbonização (CBios), atingiu 31,6%, frente a 30,8% no ano anterior, refletindo o impacto positivo da elevação da mistura obrigatória de biodiesel de B14 para B15 ao longo de 2025. O ambiente regulatório é visto como favorável à expansão do mercado, com potencial para avanços adicionais na mistura de biodiesel, ampliando a demanda e diluindo custos industriais. O projeto em Mato Grosso prevê capacidade inicial vinculada ao processamento de 605 mil toneladas de milho por ano, com possibilidade de expansão conforme a viabilidade econômica.

A localização estratégica considera a presença da companhia no Estado e a proximidade com a produção de grãos. A parceria com produtores locais viabiliza o acesso à matéria-prima, fortalecendo a integração com a cadeia agrícola e sustentando a operação industrial. A entrada no etanol de milho está alinhada à estratégia de reduzir a dependência de uma única frente de atuação, ampliando a presença no segmento de biocombustíveis e agregando valor ao portfólio. Para 2026, a expectativa é de continuidade da contribuição positiva do segmento para os resultados, embora em ritmo mais moderado, diante da elevação dos custos de insumos, especialmente do óleo vegetal, que exige maior ajuste nas margens de comercialização. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.