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04/May/2026

Preços do milho registram leves ajustes no Brasil

Por mais uma semana, as negociações seguem pontuais nas principais regiões de produção e comercialização do Brasil. Enquanto compradores priorizam a utilização dos estoques negociados antecipadamente e seguem atentos à colheita da safra de verão (1ª safra 2025/2026), que pode aumentar a oferta interna, os vendedores, apesar de mais flexíveis em comparação com a semana anterior, ainda limitam a oferta de lotes, preocupados com a irregularidade do clima nos últimos dias. Neste contexto, os preços registram leves ajustes, prevalecendo as ofertas e as demandas regionais. Em São Paulo, leves valorizações são observadas, sustentadas pela restrição de vendedores, que, até o momento, não mostram necessidade de negociar volumes elevados. Nas regiões de Mogiana e Sorocabana, os preços do milho no mercado disponível apresentam alta de 1,3% e 0,9% nos últimos sete dias, respectivamente. Na região consumidora de Campinas (SP), base para o Indicador ESALQ/BM&F, a alta é de 0,8% no mesmo período, passando para R$ 66,91 por saca de 60 Kg.

Nas Regiões Sul e Centro-Oeste, as quedas prevalecem. A pressão vem do avanço da colheita da safra de verão (1ª safra 2025/2026) nos Estados do Sul, dos elevados estoques de passagem e da colheita robusta da soja no Centro-Oeste. Esse contexto faz com que produtores tenham maior interesse e necessidade em negociar o cereal, ainda que em patamares relativamente estáveis nos últimos dias. Nos últimos sete dias, em Passo Fundo (RS), Campos Novos (SC), Oeste do Paraná e Sorriso (MT), são observadas pequenas baixas, de 0,2%, 0,4%, 1,1% e 2%, nesta ordem. Nos últimos sete dias, há recuo de 0,2% no mercado de balcão (preço pago ao produtor) e queda de 0,7% no mercado de lotes (negociação entre empresas). Na B3, apesar do baixo ritmo de negociações no spot, os agentes seguem atentos e preocupados com o atual cenário climático (irregularidade de chuvas). Além disso, a moeda norte-americana, que voltou a operar acima dos R$ 5,00 também deu suporte às cotações. O vencimento Maio/26 registra valorização de 1,3% nos últimos sete dias, para R$ 68,80 por saca de 60 Kg.

O contrato Setembro/26 tem alta de 1,1% no mesmo período, a R$ 69,84 por saca de 60 Kg. A irregularidade das chuvas ao longo de abril pode afetar o desenvolvimento das lavouras da 2ª safra de 2026, que tiveram a semeadura finalizada, conforme dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) do dia 25 de abril. Quanto à colheita da safra de verão (1ª safra 2025/2026), houve pequeno avanço de 2,6% entre 18 e 25 de abril, chegando a 62% da área nacional, de acordo com a Conab. No Rio Grande do Sul, as precipitações e a prioridade com a colheita de soja seguem mantendo os trabalhos de campo com o cereal lentos e, segundo a Conab, até o dia 25 de abril, 94% da produção de verão havia sido colhida, avanço semanal de apenas 1%. Em Santa Catarina, a colheita chegou a 97,9%, com os grãos tardios apresentando redução na qualidade. No Paraná, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral/Seab), 98% da área da safra de verão (1ª safra 2025/2026) havia sido colhida até o dia 27 de abril.

Nos Estados Unidos, dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicam que a semeadura do milho ganhou ritmo acima do esperado nos últimos dias, superando a média dos últimos anos, o que reforça as estimativas de produção recorde. Segundo o relatório Crop Progress, a semeadura chegou, na última semana, a 25% da área prevista, contra apenas 11% na semana anterior. A média dos últimos cinco anos é de 19%; nessa mesma época do ano passado, os trabalhos alcançavam 22% da área. Na Bolsa de Chicago, os vencimentos futuros estão em alta, impulsionados pela valorização do petróleo, que melhora a competitividade relativa do etanol, e pela forte demanda internacional pelo cereal dos Estados Unidos. Além disso, as tensões no Oriente Médio, que mantêm o Estreito de Ormuz bloqueado e aumentam os custos com fertilizantes, também influenciam os valores em Chicago. Os vencimentos Maio/26 e Jul/26 registram avanço de 2,4% e 3% nos últimos sete dias, respectivamente, a US$ 4,66 por bushel e a US$ 4,77 por bushel, nesta ordem. Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.