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15/Jun/2026

Argentina aprova nova variedade de milho transgênico

A Argentina autorizou a comercialização de uma nova variedade de milho geneticamente modificado desenvolvida para o controle de lagartas, ampliando o conjunto de ferramentas tecnológicas disponíveis aos produtores para o manejo de pragas e a preservação do potencial produtivo da cultura. A aprovação foi formalizada pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Pesca do Ministério da Economia da Argentina por meio da Resolução 80/2026. A tecnologia foi desenvolvida pela Corteva e tem como foco o controle de insetos lepidópteros, considerados uma das principais ameaças à produtividade das lavouras de milho.

Com a autorização, a Argentina passa a ser o primeiro país do mundo a aprovar essa biotecnologia específica para a cultura do milho, reforçando sua posição como um dos principais adotantes de inovação genética aplicada à agricultura. A Comissão Nacional Assessora de Biotecnologia Agropecuária (Conabia) emitiu parecer técnico favorável à liberação comercial do evento transgênico, concluindo que o organismo geneticamente modificado não apresenta riscos adicionais ou ameaças ampliadas ao agroecossistema quando comparado às variedades convencionais atualmente utilizadas. Na avaliação da segurança alimentar, o Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar (Senasa) concluiu que os grãos e os subprodutos obtidos a partir de cruzamentos convencionais com a nova tecnologia apresentam perfil de segurança e valor nutricional equivalentes aos das variedades tradicionais, estando aptos para consumo humano e animal.

A Subsecretaria de Mercados Agroalimentares e Inserção Internacional também analisou os impactos comerciais da aprovação e concluiu que a adoção da nova tecnologia não representa riscos para o fluxo de exportações agrícolas argentinas. A autorização ocorre em um contexto de busca contínua por ganhos de produtividade e eficiência no manejo fitossanitário das lavouras. O uso de novas tecnologias de controle de pragas é considerado estratégico para reduzir perdas produtivas, preservar o potencial de rendimento das culturas e fortalecer a competitividade do setor agrícola argentino nos mercados internacionais. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.