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15/Jun/2026

Futuros do milho sobem com cobertura de posições

Os contratos futuros de milho encerraram a sexta-feira (12/06) com leve valorização na Bolsa de Chicago, sustentados principalmente pela cobertura de posições vendidas por parte dos investidores e pela crescente atenção ao desenvolvimento do fenômeno El Niño. O contrato com vencimento em dezembro fechou cotado a US$ 4,40 por bushel, avanço de 0,17%. Apesar da recuperação pontual, o mercado acumulou queda de 1,29% na semana passada. O movimento de alta ocorreu após a retomada das recompras técnicas interrompidas na sessão anterior, quando o relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) trouxe números considerados baixistas para o mercado.

A oficialização do retorno do El Niño pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) também contribuiu para a inclusão de um prêmio climático nas cotações, diante das incertezas sobre os impactos do fenômeno na produção agrícola global. A intensificação esperada do El Niño durante o inverno do Hemisfério Norte elevou a percepção de risco climático e estimulou ajustes nas posições dos fundos e demais participantes do mercado futuro. Por outro lado, os ganhos foram limitados pela forte queda do petróleo, que reduz a competitividade do etanol frente aos combustíveis fósseis. Como o milho é a principal matéria-prima utilizada na produção de etanol nos Estados Unidos, a desvalorização da energia tende a enfraquecer parte da demanda pelo cereal. Além disso, as condições climáticas favoráveis em grande parte do Meio Oeste norte-americano continuam reforçando as expectativas de uma safra volumosa nos Estados Unidos.

O USDA manteve sua projeção para a produção norte-americana de milho em 406,29 milhões de toneladas e estimou os estoques finais em 49,78 milhões de toneladas, ambos acima das expectativas do mercado. No cenário internacional, a agência elevou de 135 milhões para 138 milhões de toneladas sua estimativa para a produção brasileira de milho na safra 2025/26, reforçando a perspectiva de ampla oferta global do cereal nos próximos meses. A combinação entre clima favorável nos Estados Unidos, revisão positiva para a produção brasileira e estoques confortáveis segue limitando movimentos mais expressivos de recuperação das cotações. Ainda assim, a evolução do El Niño passa a ocupar posição central nas atenções do mercado, podendo aumentar a volatilidade dos preços ao longo do segundo semestre.