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17/Jun/2026

Exportação brasileira de milho pode cair em 2025/26

O Itaú BBA projeta exportações brasileiras de milho de 40 milhões de toneladas na safra 2025/26, volume inferior aos 41,6 milhões de toneladas embarcados no ciclo 2024/25. A estimativa foi divulgada no relatório Agro Mensal e reflete a expectativa de maior concorrência da Argentina no mercado internacional ao longo da temporada. A entrada da safra argentina tende a reduzir o ritmo das exportações brasileiras nos próximos meses, ampliando a competição pelos mercados importadores. Entre fevereiro e maio, os embarques brasileiros de milho totalizaram 3,3 milhões de toneladas, volume 29% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior. Os principais destinos do cereal foram Egito, Vietnã e Malásia. No mercado interno, os preços apresentaram recuo em maio diante da proximidade da colheita da 2ª safra de 2026, da expectativa de aumento da oferta, da valorização do Real frente ao dólar e da redução dos prêmios de exportação. Em Sorriso (MT), a cotação do milho caiu 2,8% no período.

A produção da 2ª safra de 2026 deverá ficar abaixo das expectativas iniciais em razão do estresse hídrico registrado em importantes regiões produtoras, incluindo Paraná, Mato Grosso do Sul, Goiás e São Paulo. Ainda assim, a produção total será suficiente para atender à demanda doméstica e preservar os estoques de passagem. Nas próximas semanas, a atenção do mercado deverá permanecer concentrada no avanço da colheita e na confirmação dos rendimentos das lavouras do Centro-Sul. O desempenho da produção será determinante para a formação da oferta disponível na segunda metade do ano. A confirmação do fenômeno El Niño pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) aumenta os riscos climáticos para a produção da 2ª safra de milho de 2027, especialmente em regiões dependentes de chuvas durante o desenvolvimento das lavouras. No cenário internacional, a Argentina anunciou um cronograma gradual de redução das tarifas de exportação, conhecidas como retenciones, até 2028. Para o milho, a alíquota permanecerá em 8,5% até dezembro de 2026, recuará para 7,5% ao longo de 2027 e atingirá 5,5% em 2028.

A manutenção da tarifa em 8,5% durante 2026 indica que a Argentina deverá preservar seu atual ritmo de exportações no curto prazo, ampliando a concorrência direta com o produto brasileiro nos mercados globais. No mercado futuro, as cotações do milho na Bolsa de Chicago avançaram 1,9% em maio, sustentadas pela valorização do petróleo e pelas projeções de oferta e demanda divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Entretanto, nos dez primeiros dias de junho, os preços acumularam queda de 7%, influenciados pela desvalorização do trigo e do petróleo, além do avanço do plantio norte-americano. Na parcial de junho, o milho foi negociado a US$ 4,28 por bushel, equivalente a aproximadamente US$ 168,50 por tonelada, mantendo o mercado atento à evolução da safra dos Estados Unidos e à concorrência crescente entre os principais exportadores globais. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.