17/Jun/2026
Os contratos futuros de milho encerraram o pregão desta terça-feira (16/06) em leve alta na Bolsa de Chicago, sustentados principalmente pelo desempenho positivo do trigo e por movimentos de cobertura de posições vendidas por fundos de investimento. Apesar da recuperação, as perspectivas favoráveis para a safra norte-americana e a queda do petróleo limitaram ganhos mais expressivos. O contrato com vencimento em dezembro avançou 0,17%, e fechou a US$ 4,42 por bushel. O movimento acompanhou a valorização do trigo, uma vez que os dois grãos competem diretamente na formulação de rações e costumam apresentar comportamento correlacionado nos mercados futuros. O mercado também reagiu aos dados mais recentes da Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC), que mostraram mudança significativa no posicionamento dos fundos.
Na semana encerrada em 9 de junho, esses agentes passaram de uma posição líquida comprada de 120.136 contratos para uma posição líquida vendida de 1.306 contratos, marcando o primeiro saldo negativo desde o fim de fevereiro. O ajuste estimulou recompras técnicas e contribuiu para sustentar as cotações. Por outro lado, a forte queda dos preços do petróleo exerceu pressão sobre o mercado. A desvalorização da commodity reduz a competitividade do etanol frente aos combustíveis fósseis, afetando indiretamente a demanda por milho nos Estados Unidos, onde o cereal é a principal matéria-prima utilizada na produção do biocombustível. As condições das lavouras norte-americanas seguem como outro fator de limitação para os preços. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que 68% das áreas cultivadas apresentavam condições boas ou excelentes até o dia 14 de junho, avanço de 1% em relação à semana anterior.
Embora abaixo dos 72% registrados no mesmo período de 2025, o índice continua indicando potencial produtivo elevado. As previsões climáticas para as próximas semanas também reforçam as expectativas de uma safra robusta. A combinação de umidade adequada e ausência de ameaças climáticas relevantes mantém o mercado confortável em relação à oferta da temporada 2026/27. Nesse contexto, analistas avaliam que os fundamentos permanecem limitados para movimentos mais consistentes de alta. A expectativa é de que as lavouras entrem no período crítico de definição de produtividade, durante o mês de julho, em condições favoráveis de desenvolvimento. As projeções privadas já apontam potencial de rendimento acima das estimativas anteriores, reforçando o cenário de ampla oferta nos Estados Unidos.