29/Jul/2026
Os contratos futuros de milho encerraram o pregão desta terça-feira (28/07) em alta na Bolsa de Chicago, refletindo a deterioração das condições das lavouras nos Estados Unidos e fatores adicionais de sustentação relacionados ao clima, à demanda internacional e ao cenário geopolítico. O contrato com vencimento em dezembro avançou 6,50 cents, ou 1,37%, e fechou a US$ 4,80 por bushel. O principal fator de suporte veio do relatório semanal do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que indicou redução da parcela das lavouras classificadas entre boas e excelentes.
Até o dia 26 de julho, 63% da safra apresentava essa condição, queda de 4% em relação à semana anterior. No mesmo período de 2025, o índice era de 73%, reforçando a percepção de deterioração do potencial produtivo da safra norte-americana. As cotações também receberam suporte das elevadas temperaturas registradas na União Europeia, que reduzem as perspectivas para a produção regional de milho. Paralelamente, a continuidade dos ataques entre Rússia e Ucrânia na região do Mar Negro elevou a preocupação com o abastecimento internacional, uma vez que a Ucrânia permanece como importante fornecedora do cereal, especialmente para o mercado europeu.
Pelo lado da demanda, o USDA informou a venda de 197,27 mil toneladas de milho norte-americano para destinos não revelados, com entrega prevista para a temporada comercial 2026/27, sinalizando manutenção do interesse internacional pelo cereal dos Estados Unidos. No Brasil, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que a colheita da 2ª safra de milho de 2026 alcançava 58,3% da área cultivada até o dia 25 de julho, avanço de 8,5% em relação à semana anterior. Apesar da evolução dos trabalhos, o ritmo permanece 7,8% abaixo do observado no mesmo período da safra anterior.