29/Jul/2026
Segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), a colheita do milho 2ª safra de 2026 em Mato Grosso atingiu 90,66% da área semeada, avanço de 11,74% em relação à semana anterior, mantendo ritmo levemente superior ao observado no mesmo período da safra passada, quando os trabalhos estavam 0,29% atrás do desempenho atual. As condições climáticas favoráveis, com predomínio de tempo firme no Estado, seguem permitindo a aceleração das operações de campo, aproximando o ciclo do encerramento. O médio-norte permanece como a região mais adiantada, com 98,03% da área colhida, seguido pelo norte, com 96,52%, e pelo nordeste, com 93,83%.
O sudeste apresenta o menor avanço, com 67,59% da área colhida, refletindo o calendário mais tardio de semeadura, que mantém atraso de 4,28% em relação ao mesmo período da safra 2024/25. Com a colheita caminhando para a conclusão e os elevados rendimentos registrados nas lavouras, o Imea mantém a projeção de produção recorde de 57,06 milhões de toneladas, volume 2,92% superior ao obtido na safra anterior. O desempenho reforça o cenário de ampla disponibilidade de milho no principal Estado produtor do País, ampliando a oferta nacional do cereal. Apesar do aumento expressivo da produção, parte da pressão típica de colheita sobre os preços vem sendo atenuada pelo fortalecimento da demanda doméstica.
O crescimento da indústria de etanol de milho em Mato Grosso continua ampliando o consumo interno do grão, contribuindo para absorver parte da oferta adicional e reduzindo a necessidade de direcionamento imediato da produção ao mercado externo ou aos estoques. O avanço da industrialização do milho no Estado consolida uma mudança estrutural no mercado, reduzindo gradualmente a dependência das exportações como principal canal de escoamento. Essa dinâmica tende a conferir maior sustentação aos preços locais em períodos de elevada oferta, embora a evolução das exportações, da demanda por ração e da capacidade de armazenamento continue sendo determinante para o comportamento do mercado ao longo do restante da temporada. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.