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31/Jul/2026

Futuros do milho caem com clima favorável nos EUA

Os contratos futuros de milho encerraram o pregão desta quinta-feira (30/07) em baixa na Bolsa de Chicago, pressionados pela melhora das condições climáticas em importantes áreas produtoras dos Estados Unidos. O contrato dezembro, referência para a nova safra norte-americana, recuou 3,25 cents (0,69%), e fechou a US$ 4,68 por bushel. O mercado reagiu às chuvas registradas nos estados de Iowa e Nebraska, duas das principais regiões produtoras de milho dos Estados Unidos. As precipitações em Nebraska receberam atenção especial por ocorrerem em uma das áreas mais afetadas pelo déficit hídrico nas últimas semanas.

Ainda assim, o Monitor da Seca dos Estados Unidos mostrou deterioração das condições de umidade, com 29% da área cultivada com milho apresentando algum nível de estiagem em 28 de julho, ante 19% registrados duas semanas antes. Outro fator de pressão foi a queda das cotações internacionais do petróleo, que reduz a competitividade do etanol frente aos combustíveis fósseis. Como o etanol norte-americano é produzido majoritariamente a partir do milho, a redução da atratividade do biocombustível tende a diminuir as expectativas de demanda pela commodity. As perdas foram parcialmente limitadas pelo cenário geopolítico no Mar Negro. Os confrontos entre Rússia e Ucrânia continuam afetando o ritmo dos embarques ucranianos, fator que reduz a disponibilidade de milho no mercado internacional.

A perspectiva de uma safra menor na União Europeia, em razão das ondas de calor registradas em parte do bloco, também contribuiu para restringir um movimento de queda mais intenso das cotações. O desempenho das exportações norte-americanas reforçou esse suporte ao mercado. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou vendas líquidas semanais de 362,9 mil toneladas de milho da safra 2025/26 e de 1,06 milhão de toneladas da safra 2026/27. O volume combinado de 1,42 milhão de toneladas ficou próximo do limite superior das expectativas do mercado, estimadas entre 500 mil e 1,6 milhão de toneladas, contribuindo para limitar a pressão baixista.