03/Aug/2026
A elevação dos preços dos fertilizantes e dos combustíveis, impulsionada pelas tensões geopolíticas envolvendo o Irã, amplia a pressão sobre os custos de produção dos agricultores sul-americanos e pode comprometer as decisões de plantio da próxima temporada. O encarecimento dos insumos, aliado às restrições de acesso ao crédito, tende a limitar o crescimento da produção da 2ª safra de milho de 2027 no Brasil. O cenário reduz a capacidade de investimento dos produtores justamente em um momento de maior necessidade de aquisição de fertilizantes e combustíveis para implantação e condução das lavouras.
A 2ª safra responde por aproximadamente 80% da produção brasileira de milho e, nos últimos anos, apresentou expansão média próxima de 6% ao ano, consolidando-se como o principal componente da oferta nacional do cereal. A combinação entre custos elevados e menor disponibilidade de financiamento, contudo, pode desacelerar esse ritmo de crescimento nas próximas safras. O cenário reforça a sensibilidade da agricultura brasileira às oscilações dos mercados internacionais de energia e fertilizantes, uma vez que o País depende significativamente das importações desses insumos, tornando a rentabilidade das lavouras diretamente influenciada pela evolução dos custos de produção. Fonte: The Wall Street Journal. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.