03/Aug/2026
Os contratos futuros de milho negociados na Bolsa de Chicago encerraram o pregão de sexta-feira (31/07) em baixa, pressionados pelo recuo do trigo, pelas chuvas em áreas produtoras dos Estados Unidos e por movimentos técnicos de ajuste no encerramento do mês. O contrato com vencimento em dezembro recuou 4,50 cents, equivalente a 0,96%, e fechou a US$ 4,64 por bushel. O milho acompanhou o movimento do trigo, devido à relação de substituição entre os dois cereais na formulação de rações animais. A pressão adicional veio das chuvas que avançam pelo Meio Oeste dos Estados Unidos, especialmente na porção leste do Cinturão do Milho, favorecendo as condições das lavouras e reduzindo preocupações com o potencial produtivo da safra norte-americana. O mercado também refletiu uma correção técnica após os movimentos recentes de valorização. Na semana passada, o contrato dezembro acumulou queda de 4,82%, mas, no acumulado de julho, registrou alta de 6,42%.
As perdas foram limitadas pelas preocupações com a oferta na União Europeia, onde ondas de calor em algumas regiões produtoras têm afetado as condições das lavouras. Segundo a consultoria Granar, dados da FranceAgriMer indicaram redução da parcela da safra francesa de milho classificada como boa ou muito boa, de 38% para 34%. No mesmo período do ano anterior, o índice estava em 69%. O avanço das tensões no Mar Negro também manteve suporte aos preços internacionais. O conflito segue afetando o ritmo dos embarques da Ucrânia, importante exportador global de milho e fornecedor relevante para o mercado europeu. A valorização do petróleo também contribuiu para limitar a queda das cotações, ao melhorar a competitividade relativa do etanol. Nos Estados Unidos, principal produtor mundial de biocombustível, o milho é a principal matéria-prima utilizada na produção de etanol.