04/Aug/2026
A Hedgepoint Global Markets manteve sua projeção para a produção brasileira de milho na safra 2025/26 em 140,3 milhões de toneladas, mas avalia a possibilidade de revisão positiva em agosto diante dos resultados observados na 2ª safra de 2026 em diferentes Estados. O volume estimado supera a projeção do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), de 138 milhões de toneladas, e permanece abaixo da estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), de 141,7 milhões de toneladas. Para o mercado interno, a consultoria projeta consumo de 28,5 milhões de toneladas de milho destinado à produção de etanol, aumento de 5,5 milhões de toneladas em relação ao ciclo anterior. A confirmação definitiva da mistura de 32% de etanol anidro na gasolina (E32) poderá elevar a demanda doméstica em aproximadamente 1,5 milhão de toneladas. Caso a medida seja aplicada apenas por 180 dias, o incremento estimado seria de 700 mil toneladas.
O número de usinas de etanol de milho em operação no País também apresentou crescimento, passando de 27 para 29 unidades. No comércio exterior, a projeção de exportações brasileiras de milho é de 43 milhões de toneladas na safra 2025/26. Embora o volume acumulado de embarques esteja 1 milhão de toneladas acima do registrado no mesmo período do ano anterior, as vendas para o Irã apresentam retração de 36% até junho, totalizando 1,5 milhão de toneladas. No mercado internacional, a safra de milho dos Estados Unidos poderá alcançar a segunda maior produção da história, embora a produtividade estimada esteja abaixo da registrada na temporada anterior. Cerca de 19% da área cultivada norte-americana está sob condições de seca, contra aproximadamente 9% no mesmo período do ano passado, elevando o risco de ajustes negativos nos rendimentos caso o clima não apresente melhora em agosto. As exportações norte-americanas são projetadas em 86,3 milhões de toneladas, volume superior à estimativa de 84,5 milhões de toneladas do USDA.
Os embarques dos Estados Unidos seguem como importante fator de sustentação das cotações do milho na Bolsa de Chicago. Parte dos volumes já registrados, entretanto, pode ser direcionada para o próximo ciclo comercial na virada do ano. Outro ponto acompanhado é a deterioração das condições das lavouras de milho na França, cenário que pode ampliar a demanda por fornecedores externos. Atualmente, 41% das áreas cultivadas no país estão classificadas em condições boas ou excelentes, enquanto 31% são consideradas ruins ou muito ruins. A expectativa é de novos cortes na produção francesa e aumento das importações da União Europeia, movimento que pode abrir oportunidades para exportadores como Brasil, Argentina, Estados Unidos e Ucrânia. O mercado permanece atento à evolução das condições climáticas e aos ajustes nas projeções de oferta e demanda, que ainda podem alterar o equilíbrio global da commodity nos próximos meses. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.