04/Aug/2026
Os contratos futuros de milho encerraram a sessão desta segunda-feira (03/08) em alta na Bolsa de Chicago, sustentados pela deterioração das condições das lavouras na Europa, pelo fortalecimento das exportações norte-americanas e pelas preocupações com o abastecimento regional em meio ao conflito no Mar Negro. O contrato com vencimento em dezembro avançou 8,50 cents (1,83%), e fechou a US$ 4,72 por bushel. Na Europa, o mercado acompanhou a intensificação das ondas de calor, que continuam reduzindo o potencial produtivo das lavouras. Dados da FranceAgriMer indicaram queda de 4% na parcela da safra francesa classificada entre boa e excelente, de 38% para 34%. No mesmo período do ano passado, esse índice era de 69%.
O cenário reforça as expectativas de menor produção europeia e amplia a demanda potencial por milho importado. Também permanece no radar a escalada das tensões na região do Mar Negro, fator que pode comprometer os embarques da Ucrânia, um dos principais fornecedores de milho para o mercado europeu, contribuindo para o viés altista das cotações internacionais. Outro fator de sustentação veio dos Estados Unidos. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que as inspeções para exportação alcançaram 1,88 milhão de toneladas na semana encerrada em 30 de julho, alta de 22,9% em relação à semana anterior, sinalizando demanda externa consistente pelo cereal norte-americano.
As altas, contudo, foram limitadas pelas previsões de chuvas nas principais regiões produtoras dos Estados Unidos, condição favorável ao desenvolvimento das lavouras, e pela queda dos preços do petróleo, que reduz a competitividade do etanol produzido a partir do milho e pode diminuir parte da demanda destinada ao biocombustível. No Brasil, a consultoria AgRural informou que a colheita da 2ª safra de milho de 2026 atingiu 69% da área cultivada no Centro-Sul até o dia 30 de julho, avanço frente aos 60% registrados na semana anterior. Apesar da evolução dos trabalhos, o ritmo permanece abaixo dos 81% observados no mesmo período da safra passada.