14/Sep/2026
Os contratos futuros de milho fecharam em baixa na sexta-feira (11/09) na Bolsa de Chicago, após o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reduzir as estimativas de produção e rendimento no país, mas manter os números acima das projeções do mercado. O vencimento dezembro recuou 3,50 centavos de dólar, ou 0,66%, e fechou a US$ 5,30 por bushel. Na semana passada, o contrato acumulou desvalorização de 1,21%. No relatório mensal de oferta e demanda, o USDA reduziu a estimativa de produção de milho dos Estados Unidos de 406,75 milhões para 401,33 milhões de toneladas. A estimativa de estoques finais de milho nos Estados Unidos também foi reduzida, de 41,98 milhões para 39,79 milhões de toneladas.
A combinação entre produção e estoques projetados acima das previsões manteve o viés negativo para os preços. O mercado também foi pressionado pelo enfraquecimento do petróleo, que reduz a competitividade relativa do etanol. Nos Estados Unidos, o milho é a principal matéria-prima utilizada na fabricação do biocombustível, de modo que a queda do petróleo reduz a atratividade econômica da produção de etanol e, consequentemente, da demanda pelo cereal. A queda do trigo também contribuiu para a pressão sobre o milho, diante da relação de substituição entre os dois grãos na formulação de rações para alimentação animal. A demanda externa pelo milho norte-americano, por outro lado, limitou uma queda mais acentuada das cotações.
Conforme o USDA, os exportadores dos Estados Unidos venderam 79,8 mil toneladas de milho da safra 2025/26 na semana encerrada em 3 de setembro. Para a temporada 2026/27, as vendas somaram 1,93 milhão de toneladas. Considerando as duas safras, o volume alcançou 2 milhões de toneladas, acima do teto das estimativas do mercado, de 1,7 milhão de toneladas. O USDA também registrou venda de 264 mil toneladas de milho norte-americano para o México, com entrega prevista para o ano comercial 2026/27. O desempenho das vendas externas reforça a sustentação da demanda pelo cereal norte-americano, embora não tenha sido suficiente para neutralizar a pressão provocada pelas estimativas de produção, produtividade e estoques acima das expectativas do mercado.