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16/Oct/2026

Futuros em baixa com avanço da colheita nos EUA

Os contratos futuros de milho negociados na Bolsa de Chicago fecharam em baixa nesta quinta-feira (15/10), pressionados pelo avanço da colheita nos Estados Unidos e pela perspectiva de uma produção superior a 400 milhões de toneladas no país pelo segundo ano consecutivo. O contrato com vencimento em dezembro recuou 2,75 cents, equivalente a 0,57%, e fechou a US$ 4,78 por bushel. Os indicadores de produção e estoques de etanol nos Estados Unidos também contribuíram para a pressão sobre as cotações. Como o milho é a principal matéria-prima utilizada na fabricação do biocombustível no país, o desempenho do setor influencia a demanda pelo cereal.

Segundo a Administração de Informação de Energia (EIA), a produção média de etanol foi de 1,065 milhão de barris por dia na semana encerrada em 9 de outubro, volume no piso das estimativas de analistas. Os estoques, por sua vez, alcançaram 23,9 milhões de barris, resultado situado no teto das previsões do mercado. A expectativa de uma safra volumosa no Brasil também pesou sobre os preços internacionais. No primeiro levantamento da safra de grãos 2026/27, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projetou crescimento de 4,9% na área total destinada ao milho em relação ao ciclo 2025/26, para 23,7 milhões de hectares. A produção nacional deverá aumentar 2,4%, alcançando 148 milhões de toneladas.

A perspectiva de ampliação da oferta brasileira, somada à elevada produção esperada nos Estados Unidos, reforça o cenário de disponibilidade global confortável do cereal. As perdas foram limitadas pelo recuo do dólar ante as principais moedas e pela valorização do petróleo. A desvalorização da moeda norte-americana tende a tornar as commodities dos Estados Unidos mais competitivas para compradores estrangeiros, enquanto o avanço do petróleo favorece a competitividade relativa do etanol frente aos combustíveis fósseis. Esses fatores ofereceram sustentação parcial aos contratos, mas não foram suficientes para compensar a pressão exercida pelas perspectivas de ampla oferta de milho.