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20/Oct/2026

Safra brasileira deve atingir recorde em 2026/2027

Conforme a primeira estimativa da Hedgepoint Global Markets, a produção brasileira de milho na safra 2026/27 deve alcançar o volume recorde de 146,5 milhões de toneladas, crescimento de 3,1% ante as 142,1 milhões de toneladas registradas em 2025/26. A expansão é sustentada pelo aumento da área plantada e pelo avanço de 17% da demanda do setor de etanol. A área semeada no País deve crescer 1,7%, passando de 22,343 milhões para 22,712 milhões de hectares. A produtividade média está estimada em 6.452 quilos por hectare, alta de 1,4% em relação aos 6.361 quilos por hectare da temporada anterior. A projeção considera uma possível recuperação das produtividades da 2ª safra em Goiás e Minas Gerais, condicionada à evolução das condições climáticas. No mercado interno, o consumo de milho destinado à fabricação de etanol deve aumentar de 29 milhões para 34 milhões de toneladas em 2026/27.

A expansão está associada à entrada em operação de novas unidades industriais nos próximos meses e ao longo de 2027. O crescimento da demanda também é favorecido pela elevação da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina para E32, adotada provisoriamente desde 1º de agosto, pelo período de 180 dias, com possibilidade de prorrogação por igual intervalo e implementação definitiva no primeiro semestre de 2027. Para as exportações, a projeção é de recuperação dos embarques brasileiros para 41 milhões de toneladas em 2026/27, ante 38 milhões de toneladas estimadas para 2025/26, avanço de 8%. A projeção para a temporada atual foi revisada para baixo, de 41 milhões para 38 milhões de toneladas, devido ao ritmo mais lento dos embarques em agosto, de 5,1 milhões de toneladas, e em setembro, de 5,4 milhões de toneladas.

O desempenho foi influenciado pela concorrência com a safra da Argentina e pela redução das compras do Irã em meio ao conflito com os Estados Unidos. O menor volume de exportações previsto para 2025/26 tende a elevar os estoques finais brasileiros para 14,7 milhões de toneladas, aumento de 20,5% em relação às 12,2 milhões de toneladas registradas em 2024/25. A maior disponibilidade interna pode limitar as cotações nas regiões de originação nos meses finais de 2026, diante da necessidade de escoamento dos excedentes. Para 2026/27, a consultoria estima redução de 14% dos estoques finais, para 12,6 milhões de toneladas. A trajetória dependerá do ritmo das vendas externas e das condições climáticas durante o desenvolvimento das lavouras. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.