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22/Oct/2026

Futuros do milho sobem com movimento de correção

Os contratos futuros de milho fecharam em leve alta nesta quarta-feira (21/10) na Bolsa de Chicago, em movimento de correção após seis sessões consecutivas de queda, período em que acumularam desvalorização de 4,35%. Durante o pregão, os preços romperam o suporte de US$ 4,57 por bushel, correspondente à mínima de agosto, enquanto a percepção de que o mercado estava sobrevendido estimulou algumas compras. O vencimento dezembro avançou 1,25 cent, ou 0,27%, e fechou a US$ 4,63 por bushel. A expectativa de aumento dos embarques norte-americanos para a União Europeia também contribuiu para sustentar as cotações. A produção europeia foi prejudicada por sucessivas ondas de calor, enquanto o conflito na região do Mar Negro comprometeu significativamente as exportações da Ucrânia, tradicionalmente um dos principais fornecedores de milho do bloco. No acumulado do ano comercial 2026/27, as importações de milho pela UE aumentaram 40% em relação a igual período do ciclo anterior.

No mesmo intervalo, as exportações dos Estados Unidos para o bloco mais do que triplicaram, alcançando 2,9 milhões de toneladas. As perspectivas de oferta na Europa e na região do Mar Negro reforçam a possibilidade de maior participação norte-americana no mercado internacional. Na França, a produção de milho deve cair pela metade neste ano, para 7 milhões de toneladas, conforme informações da associação de produtores de milho AGPM. Na Ucrânia, a consultoria SovEcon reduziu em 3,8 milhões de toneladas sua estimativa para os embarques do cereal, para 17,2 milhões de toneladas, refletindo as dificuldades enfrentadas pelo país no comércio externo. Os ganhos foram limitados pelo avanço da colheita nos Estados Unidos, onde a produção deve superar 400 milhões de toneladas pelo segundo ano consecutivo. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que a colheita da safra 2026/27 havia alcançado 44% da área até o dia 18 de outubro, avanço de 11% em relação à semana precedente.

Apesar da evolução dos trabalhos, o ritmo permanece abaixo da média dos cinco anos anteriores, de 52% para o mesmo período. A perspectiva de ampla oferta norte-americana continua sendo um fator de pressão sobre os preços. No segmento de biocombustíveis, a Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos (EIA) informou que a produção de etanol aumentou 2,72% na semana encerrada em 16 de outubro, para 1,094 milhão de barris por dia. O resultado ficou próximo do limite superior das estimativas dos analistas, de 1,075 milhão a 1,095 milhão de barris diários. Os estoques de etanol também avançaram, com alta de 2,93% na semana, para 24,6 milhões de barris, superando o teto das previsões do mercado, de 23,9 milhões de barris. O aumento dos estoques limita o efeito positivo da expansão da produção de etanol sobre as perspectivas de demanda por milho nos Estados Unidos.