22/Oct/2026
O mercado de milho deve seguir pressionado pelas revisões para cima na produção e nos estoques dos Estados Unidos promovidas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O quadro segue em linha com o observado em setembro, quando preocupações climáticas e cortes na oferta norte-americana apoiaram as cotações na Bolsa de Chicago durante parte do período. Contudo, a divulgação do relatório Grain Stocks do USDA revelou estoques nos Estados Unidos acima das expectativas, provocando forte recuo no fechamento do mês. A perspectiva de uma safra nacional volumosa aliada ao contexto de pressão na Bolsa de Chicago reflete-se diretamente no ambiente do mercado físico brasileiro.
No Paraná, na região de Cascavel, a busca por espaço armazenador e a inversão de expectativa do mercado provocam quedas nos preços indicados por compradores. As fábricas de ração indicam entre R$ 58,00 e R$ 60,00 por saca de 60 Kg CIF. Além do recuo no canal externo, suspensões temporárias de importadores às carnes brasileiras em função do foco de doença de Newcastle confirmado em uma granja comercial de perus em Santa Catarina, desaquece a procura do setor industrial local. Para a safra 2026/2027, o mercado futuro segue inativo. Os compradores não demonstram interesse em antecipar estoques e os produtores indicam R$ 70,00 por saca de 60 Kg, patamar descolado das propostas compradoras.
Em Mato Grosso do Sul, na região de Dourados, as cotações estão enfraquecidas e a liquidez permanece praticamente zerada em função da reta final da campanha eleitoral. Os preços no mercado interno registram recuo de R$ 2,00 por saca de 60 Kg nos últimos dias, com indicações de compra de confinadores entre R$ 50,00 e R$ 51,00 por saca de 60 Kg FOB. Sem propostas atrativas de tradings e com o mercado em compasso de espera pelo cenário político pós-segundo turno, compradores e vendedores mantêm-se fora de novos negócios.